Bob Esponja Como Você Nunca Viu (Nem Deveria Ter Visto)

Estranhas tirinhas que demonstram um lado obscuro e pornográfico do Bob Esponja onde a forma como foi desenhado e a coloração contribuem muito com isso. Vejam abaixo: [...]

Normal Porn For Normal People: A Verdade Vem À Tona!

Se tem um site que intrigou/intriga muita gente, é aquele "Normal Porn For Normal People", que ficou muito conhecido após sua creepypasta (de mesmo nome que o site) ser solta por aí... Descrições de vídeos bizarros, envolvendo gore, sexo e coisas grotescamente bizarras faziam parte da história do site. Normal Porn For Normal People logo se tornou uma creepy clássica e não demorou muito para que se descobrisse que o site definitivamente existia, para a surpresa de muitos. [...]

Globsters - As Mais Bizarras Coisas do Mar!!!

Acerca desse assunto a pergunta mais difícil de se responder não é nem se é real ou não, mas sim: o que é um Globster? De monstros marinhos até animais pré-históricos sobreviventes, essas criaturas ainda não tem um conceito muito fixo. Entretanto, definem-se por Globsters (ou Blobsters, ou Blobs) carcaças irreconhecíveis à vista, encontradas próximas de ambientes aquosos (a maioria delas em costas de praias, mas também podem ser avistadas em rios, lagos etc). [...]

Five Nights at Freddy's

Se imagine na pele de um vigia noturno que deve vigiar uma pizzaria por câmeras de segurança. Imaginou? Certo. Agora imagine que durante seu trabalho você nota que os mascotes animatrônicos (animatronics) que na verdade deveriam cantar e alegrar a pizzaria durante o dia começam a mudar de lugar conforme você vai vigiando o local. Os animatronics passam a vagar pela pizzaria e você então percebe que há algo de errado. [...]

WebDriver Torso: O Que Há Por Trás Desse Misterioso Canal?

WebDriver Torso: um canal do youtube com mais de 80 mil vídeos, todos curtos (em média, 11 segundos) com um padrão bizarro, onde retângulos azuis e retângulos vermelhos movimentam-se em diferentes posições ao som de um bipe. O canal foi fundado em 7 de março de 2013 - ou seja, tem mais de 1 ano de vida - e é uma espécie de máquina de funcionamento infinito e contínuo, afinal envia vídeos quase toda hora! Só para dar uma breve noção a vocês: no Natal, o canal enviou 400 vídeos! [...]

Yami Shibai - Histórias de Terror Japonesas

Yami Chibai é uma série de televisão de origem japonesa produzida por ILCA e dirigida por Tomoya Takashima, juntamente com o roteiro escrito por Hiromu Kumamoto e narrado por Kanji Tsuda. A série estreou em 14 de julho de 2013 na TV Tokyo. O show é organizado em uma série de curtas em que cada episódio tem duração com menos de 5 minutos. Cada episódio mostra um conto diferente, baseados em lendas urbanas e mitos de origem japonesa. [...]

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

No meu trabalho, você aprende que os mentirosos não sobrevivem

 

BOTE SUA PAMPERS E NÃO MINTA!



A creepypasta a seguir foi escrita por Tananan e traduzida pelo blog Creepypasta Brasil em 2016

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Sempre achei engraçado que as pessoas falam que prostituição é a "profissão mais velha do mundo". Não está no topo das maiores prioridades humanas, certo?

Pintar paredes de cavernas.

Descobrir o fogo.

Pagar alguém para trepar loucamente.

Traduza essas três frases para o latim, e poderíamos gravar em toda e qualquer base de estátua - ou melhor, construir novas estátuas, todas em formas de caralhos gigantes em plena saudação. Em poucas palavras, essa é a missão declarada da humanidade: aqui, temos dois tipos de animais, os que têm pênis e os que são fodidos por eles. E nós sempre - repito, sempre - seremos os que têm pênis.

Sim, com certeza, a profissão mais velha do mundo.

Eu consigo pensar em uma profissão mais antiga, mas falaremos disso mais tarde.

É do lado de fora de um motel chamado Restin´ Easy que fazemos nosso esquema. Imagine isso: uma linda mulher de pé encostada em uma parede de tijolos, vestida graciosamente em uma blusa de seda estampada e jaqueta de couro. Ela está dando uma tragada profunda e sincera em seu cigarro longo, deixando um anel vermelho-sangue de batom no filtro. Ela tem a aparência de uma bela atriz dos anos sessenta - uma Audrey Hepburn em construção. Seu cabelo negro cai sobre os ombros e se move gentilmente com a brisa da noite.

Essa sou eu.

O homem careca de meia idade, usando uma jaqueta marrom e com a cara parecendo um traseiro espancado, esse é o Dave. Sim, Dave da pele oleosa que reflete a luz neon brilhante do letreiro de "TEMOS VAGAS" que está logo acima de nossas cabeças. Dave, o grande gastador, mostrando seu bloco de notas de cem dentro de sua carteira de couro falso.

Dave, o cuzão. Dave, o John.

"Crystal me recomendou você", me fala com seu tom arrogante e constante, como se eu fosse uma nova marca de loção pós barba que está querendo testar faz alguns meses. "Ela disse que você faz coisas que nenhuma outra garota faz. É verdade?"

"Mais ou menos." Digo, fingindo um sorriso provocativo.

Quando você está nesse ramo há tanto tempo como eu, você consegue medir seus clientes bem o bastante só com um olhar. Às vezes, isso é necessário para sua sobrevivência - você dá um passo em falso nesse ramo e pode acabar com um salto de dezoito centímetros cravado na sua coluna. Sexo fode com a cabeça das pessoas.

Dave, por culpa própria, é muito fácil de ler. Veste seu rosto de desprezo, como se fosse bom demais para a situação em que se coloca. Ele é rico e tem direito. Ele não sabe por que está pagando por sexo - um homem de seu cacife devia estar com várias mulheres a seus pés, claro.

Provavelmente é um vendedor de carros usados, penso, evitando dar um sorriso de deboche.

"O que eu posso fazer por você que Crystal não pode, docinho?", pergunto piscando meus olhos inocentemente.

Ele resmunga, um lado da boca se curvando em desprezo.

"Transar com ela é... seguro demais para o meu gosto."

"Seguro demais pra você, é? Já pensou em transar com um urso?"

"Não, não desse jeito. Quero dizer, ela é muito baunilha. Ela disse que não se sentiria confortável em fazer as coisas que eu quero."

Levanto uma das sobrancelhas e coloco minha mão com unhas bem feitas na cintura, virando minha pelve levemente para o lado. Caras como Dave são como jogos de video-game: assim que você descobre todos os macetes, fica fácil-fácil.

"Conte-me, querido", sussurro com minha voz mais sensual, "o que você deseja?"

O que eu esperava era uma resposta, o que recebi foi uma nota de cem dólares meio amassada na minha mão. Dave continua a olhar de um lado para o outro, como se estivesse com medo de alguém nos ver.

Isso nunca é bom sinal.

"Que tal irmos pra um lugar mais privado, aí eu te conto." Me disse. Sua voz escorria com desdém.

Joguei uma nuvem de fumaça em seu rosto e apaguei meu cigarro contra a parede. Por um lado, sua arrogância me tirava do sério, por outro, quanto mais rápido ocorresse, mais rápido terminaria.

O interior do Restin´ Easy é exatamente como a fachada faz parecer - velho e brega, mas com um certo charme, se você conseguir olhar além do fato de que o motel parou no tempo. Imagine um carpete branco, abajures que não foram substituídos desde os anos setenta e um gerente de bigode de lápis, procurando partículas de cocaína debaixo de suas unhas imundas. Em suma, era o meu tipo de lugar.

"Hey, John", falo com o gerente sorrindo amigavelmente, "Tem um quarto pra mim?"

O nome dele não é John, sei disso. Mas ele me lembra John Waters, então o apelido ficou.

O John-que-não-é-John me deu um sorriso e mexeu na lapela de seu terno de veludo, o laquê de seu cabelo reluzindo iridescente pelas lâmpadas de halogênio penduradas acima de sua cabeça.

"O mesmo de sempre?" Perguntou, sua voz estranha tão suave quanto o forro de um caixão. "Número sete está disponível."

Acenei com a cabeça e ele me atirou as chaves, mantendo Dave ao meu lado. Ele estava carrancudo, como se eu tivesse acabado de cuspir em seu rosto.

Davezinho estava acostumado com coisas melhores, isso ficou claro pra mim. Ele é um pervertido com princípio.

Corte rápido para o quarto sete. De uma forma ou de outra, todos os quartos de hotéis - pequenos e grandes, caros e buracos fedidos baratos - todos parecem o mesmo lugar, a mesma área liminar de destinos. Eles têm a mesmas paredes, mesmas camas, mesmas bíblias empoeiradas nos mesmos criados-mudos. Quadros de portos indescritíveis e jamais visitados juntos de florestas graciosas habitam as paredes, e um frigobar fica no canto do quarto parecendo envergonhado, como se soubesse o que é: um ladrãozinho com consciência.

Dave parece fora de lugar, como se estivesse sendo medicado por aquela imagem em tempo real. Ainda está com a cara de estou-sentindo-um-cheiro-de-podre-aqui e evitando contato visual comigo por seja lá qual for sua razão. Isso não me ajuda muito com a minha autoestima, pra falar a verdade.

"Então, está pronto?", pergunto, procurando uma resposta enterrada naquele rosto enrugado. "Espero que não demore muito, querido. Estou com fome e o Mc Donald´s fecha às dez e meia."

"Vai demorar o quanto eu quiser". Ele quase rosna, afrouxando a gravata.

Para mim parecia que aquele bastardo gozaria um punhado de areia depois de uma transa superficial. Ele nunca fez amor na vida - só fodeu, e fodeu mal.

Foi neste momento que minhas esperanças de me divertir naquela noite morreram.

Antes que eu percebesse, ele estava me empurrando para a cama e se despindo, me revelando sua pele pálida. Havia uma solidez nele - não uma solidez de casa feita de tijolos, mas uma solidez de argila seca. Era certo que se você conseguisse aquecê-lo o suficiente, poderia moldá-lo certinho de novo.

Tirei minha jaqueta de couro e minha blusa, depois as calças jeans, até que fiquei só calcinha e sutiã. Sem querer soar arrogante demais, posso perceber que sou a melhor coisa que ele já teve em anos - mas Dave não aprecia isso, não mesmo. Olha pra mim do mesmo jeito que Cristóvão Colombo deve ter olhado para a América - o olhar de um homem que está pronto para foder com tudo só pra declarar que seu pau murcho domina algo belíssimo.

Eu daria mais detalhes de como eu me pareço sem minhas roupas incômodas, mas isso lhe custaria grana, amor. Eu não sou barata.

Uma vez que estava só de cueca, Dave começa a abrir uma maleta que trazia consigo. Começo a me perguntar se ele iria me fazer assinar um termo de confidência ou uma merda dessas, até perceber que ele está tirando da maleta espancador coberto de tachinhas de metal.

Safado, muito safado.

"Isso parece doloroso", dou uma risadinha, piscando os olhos, sabendo que a falta do medo o deixaria mais bravo. "Estou vendo o motivo para Crystal se recusar. Por um minuto achei que você simplesmente tinha um pau estranho."

Para registro, o pau dele era de um tamanho e formato comum. Nada terrível, mas também nada marcante.

Ele só resmunga, escorrendo suas mãos pesadas pelo espancador.

"Não consegue fazer esse tipo de brincadeiras em casa, é?", perguntei.

"Nem em um milhão de anos", disse, finalmente se virando para mim. "Minha esposa não permitiria. Mas, bem, ela não está aqui."

Ele ri como um vilão dos anos sessenta riria.

"Sabe, eu já estive com várias prostitutas, mas nenhuma delas falava tanto quanto você", diz, dando passos tentadores em minha direção enquanto sua ereção começa a se antecipar. "Gosto disso. Desmontá-la será um desafio."

Me arrasto mais para dentro da cama, indo em direção aos travesseiros. A colcha parece ser barata e áspera contra a minha pele - embora eu não tivesse grandes expectativas sobre o Restin´ Easy. Não venho aqui pelo conforto pra falar a verdade.

"Um conselho, Davezinho", falei, dando uma piscadela, "me conquiste antes de me dominar. Fará o espancamento ficar mais satisfatório, não acha?"

Não falou uma palavra, recusando-se a admitir, mas concordando. Ouço um estampido baixo quando o espancador cai no chão, e ele engatinha para dentro da cama em minha direção como um cachorrinho.

Eu teria rido se não estivesse tão ansiosa pelo que aconteceria em seguida.

Como esperado, o sexo foi entediante. Para um homem que carregava por aí um espancador com tachinhas em sua maleta, parecendo o maldito do Patrick Bateman, ele tinha preferência pela posição tosca do papai e mamãe - uma posição que sempre considerei como a maionese do sexo: boa quando você está afim, mas se demais, enjoa tão fácil que você perde a vontade de viver.

Entretanto, ele puxou meus cabelos. Acho isso meio irritante, especialmente considerando o preço que custa para arrumar o cabelo hoje em dia.

Assim que termina, o corpo dele basicamente espirra no meu (graças a Deus pela camisinha, se não eu teria pego seu resfriado), e simplesmente cai sobre mim, arfando de exaustão. Demoraria mais uma hora para que ele recuperasse suas energias para me bater.

E eu nunca fui muito paciente.

"Uau, sensacional", me encontro dizendo, com o mesmo entusiasmo da voz do Google Tradutor, "Isso foi realmente algo."

"Cê acha?", ele pergunta, querendo que eu amacie seu ego.

"Bem, geralmente um bom sexo me deixa satisfeita,", pondero, "mas eu só fiquei mais faminta."

Ele dá um grunhido irritado e tenta se levantar, ainda pairando constrangedoramente sobre mim.

Meus lábios pintados estão franzidos em um sorriso apertado, enquanto meus dentes começam a crescer a partir de minhas gengivas, se afiando viciosamente. Tenho uma boca cheia de bisturis, e o pobre e ignorante Dave não é dos mais sábios. Já fiz isso antes, então sei mantê-los escondidos até o momento em que tudo acaba.

Esse momento, meus queridos leitores, é agora.

Sem avisar, eu agarro as dobras gordas de trás da cabeça enorme e suada de Dave e a puxo em minha direção. Meus lábios se curvam para cima de meus dentes em um sorriso maníaco de boca aberta, mostrando-lhe os dentes de piranha que mantenho ocultos.

"Carol mandou um olá.", sibilei entre minhas presas com uma risadinha cruel.

Um brilho terrível de reconhecimento passou por seus olhos quando eu disse o nome. O olhar universal de "puta merda, fui pego" estava espalhado por sua cara. O merdinha orgulhoso já parecia aterrorizado antes mesmo de ver minhas presas, ou quando mandei minha fala inspirada em Game of Thrones.

Ele não teve chance de responder. No segundo seguinte, eu o puxei mais para perto e prendi minha mandíbula contra o pescoço de porco dele. Ele tentou fugir, mas envolvi minhas pernas em sua cintura e segurei seus braços, imobilizando-o completamente.

Quando não estou escondendo minha força, ele vira um nada.

Dave tentava se desvencilhar fracamente enquanto duas trilhas de sangue escorriam de sua garganta, me proporcionando um drink quente e revigorante - como um chocolate quente, isso sempre fez com que eu me sentisse menos mal.

Não demorou muito para morrer, e quando morreu, foi aí que a alimentação de verdade começou.

Vou admitir, às vezes eu apago no meio de uma ótima refeição - aqueles sonos bizarros que dão depois do almoço, sabe? Mas, quando eu volto para a terra dos vivos, posso ver pelos números verdes picantes do relógio digital que só levei quinze minutos para causar todo aquele estrago.

Quando olhei para baixo para ver os restos mortais de Dave sejaláquemfor, vi apenas ossos, e que estava basicamente usando um avental vermelho de santo sangue, cortesia da minha presa.

É aí que percebo o quão cheia estou, então caio de novo na cama.

Colcha barata. Fácil de substituir quando faço sujeira.

"Dave, seu fodidinho irritante", falo com um rosnado, cutucando meu estômago inchado, "se eu não conseguir abotoar minhas calças depois disso, vou ter que cobrar extra da sua esposa."

Merda. Isso me faz lembrar.

Me inclinei, sentindo uma pontada de dor no estômago. peguei meu celular no bolso da calça jeans.

Carol. Carol. Carol. Já tinha seu nome gravado na discagem rápida.

Quando ela atende, só pergunta: "Está feito?"

"Que? Nem um oizinho? Geralmente as pessoas são educadas com os assassinos que contratam, moça."

Minha indigestão está tão forte que mal tenho forças para ser sarcástica - ah, quem estou querendo enganar? Sempre tenho forças para ser sarcástica.

"Só me diga que o saco de bosta do meu marido está morto."

Dou um grunhido de agonia enquanto meu estômago borbulha, como se o falecido Dave estivesse protestando.

"Sim, sim, sim. Morto, devorado e digerido. Que seja. Já me pagou?"

Ouço um suspiro longo vindo do outro lado da linha. A maioria das pessoas esboça a mesma reação quando ficam sabendo matei seus maridos, mas - a meu favor - nunca faço sem que me peçam.

Essas pessoas precisam de maridos mortos, e eu preciso comer. Parece justo pra mim.

"O dinheiro já deve estar em sua conta."

"Ótimo! E não podia vir em melhor hora, Carol. Depois do porco do seu marido, vou aumentar um número da calça. Você me deve um guarda roupa novo."

"Você não precisa comê-los, sabe...", ela diz, fingindo estar acima de tudo.

"Você diz isso por uma perspectiva humana. Eu não sou humana, portanto, temos diferentes necessidades dietéticas.", digo, estremecendo por causa da dor. "Mas se você estiver satisfeita com o serviço, deixarei a aula de biologia para outra hora, quando seu marido não estiver me matando por dentro, ok?"

"Acho que sim..."

"Preciso que você diga, Carol."

Ela suspira. De novo.

"Estou satisfeita com o serviço. Obrigada."

"De nada. Tchau."

Desligo sem cerimônias e caio deitada de novo na cama, deixando meu telefone de lado.

"Dez mil não é suficiente para essa merda.", resmungo, a dor do meu estômago piorando.

"Jesus Cristo, olha a sujeira que você fez!" Ouço um guincho, uma voz afeminada vinda da porta. "Achei que já tinha dito para você colocar um plástico na cama quando estiver fazendo essas merdas de assassina de aluguel!

É o John. O John-que-não-é-John.

Reviro os olhos para ele, enquanto ele começa a revirar o quarto, enfiando ossos dentro de uma sacola plástica.

"Isso arruinaria meu disfarce, John.", falo, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. "Eu finjo ser uma prostituta. Você sabe disso. E ninguém quer transar num quarto que parece ter saído da série Dexter. É meio broxante."

John dá de ombros e continua juntando os ossos. Sempre dou uma parcela do pagamento para ele, então ele não se importa de fazer a limpeza - afinal, eu comi a maior parte da sujeira. E agora eu só fico jogada na cama, no precipício do sono pós-refeição.

Amo finais felizes, vocês não?

Como disse mais cedo, sempre achei engraçado como as pessoas gostam de falar que a prostituição é "a profissão mais velha do mundo". Afinal, isso é só uma mentira brega.

Antes de sonharem em pagar por sexo, as pessoas já pagavam por assassinatos. E esse é o motivo para eu sempre ter trabalho, queridos leitores, e também do porquê mentirosos não sobrevivem.



QUE SEUS PESADELOS SE TORNEM REAIS

domingo, 20 de setembro de 2026

Definições


BOTE SUA PAMPERS E CONCEITUE!



Torcida

Substantivo [tor-ci-da]

Uma pessoa que é membro de um grupo que cantam músicas especiais ou fazem apresentações para incentivar a equipe e entreter a multidão durante um jogo.
Exemplos de Torcida: Aline adorava ser uma líder de torcida.

Aviador

Substantivo [a-vi-a-dor]

Uma pessoa que está no topo da acrobacia. O apoio primário é dado por uma ou mais bases.
Exemplos de Aviador: Aline adorava ser a aviadora, ficar lá no alto, no ar, durante as apresentações.

Base

Substantivo [ba-se]

Uma pessoa que está em uma posição correta para evitar que o aviador se machuque. Sua finalidade principal é proteger a cabeça da pessoa e o ombro.
Exemplos de Base: Scott estava animado para ser base de Aline durante sua mais alta acrobacia.

Irmão

Substantivo [ir-mão]

Irmão de uma pessoa ou uma irmã.
Exemplos de irmão: Matheus e Aline eram irmãos que se amavam muito.

Fanatismo

Substantivo [fa-na-tis-mo]

Teimosia e completa intolerância à qualquer credo, crença ou opinião diferente da sua própria.
Exemplos de Fanatismo: Matheus mostrou seu fanatismo por constantemente insultar Scott enquanto fazia o bullying nele constantemente.

Indireto

Adjetivo [in-di-re-to]

Desvio de um curso direto ou linha.
Exemplos de Indireto: Com medo de Matheus, Scott iria se vingar de uma maneira indireta.

Enganar

Verbo [en-ga-nar]

Enganar por uma falsa aparência ou ação.
Exemplos de Enganar: Scott enganou a multidão, agindo como se ele pretendesse pegar a Aline depois do salto.

Paralisia

Substantivo [pa-ra-li-si-a]

A perda ou diminuição do movimento voluntário em uma parte do corpo, causada por lesão ou doença dos nervos, cérebro, ou da medula espinhal.
Exemplos de Paralisia: Aline sofreu uma lesão da medula espinhal durante sua queda, que causou paralisia total e irreversível.






Fonte: Creepypasta Brasil



QUE SEUS PESADELOS SE TORNEM REAIS

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Você Não Pode Desfazer Seus Pecados


BOTE SUA PAMPERS PARA O JULGAMENTO


“Animal!"


“Monstro!”

“Assassino de bebês!”

Vozes irritadas encheram a sala do tribunal, afogando o testemunho do homem sentado. Não que seus gritos fossem diferentes. Ele não estava lá, é claro, não tinha visto acontecer ele mesmo. Mas eu estava sozinho. Eu era diferente. Eu era outro. Os corpos foram encontrados na floresta, e eu morava perto da floresta. Eu era um sozinho, não um amigo.

Os homens da aldeia estavam dispostos em um meio círculo em torno de mim, me encurralando como se para me impedir de sair da mesa antes de meu julgamento. Não que eu pudesse fugir. Eles tinham arrancado minhas pernas para me ensinar uma lição: "Você não pode fugir de seus pecados."

Eles não tinham esperado muito tempo para me ensinar isso. Quando os caçadores encontraram os corpos desfigurados, os membros arrancados, o sacrifício aparentemente ritualístico, toda atenção se voltara para mim. Eu mal falava sua língua. Eu não acreditava em seus deuses. Eu tinha vindo de outro lugar. Provavelmente fugindo de alguma depravação que eu tinha cometido antes.

Eu me movi desconfortável quando outro homem se levantou e tomou a posição. Dois dos meus acusadores enfiaram os dedos nos meus ombros, como que para impedir que eu golpeasse o homem. Não que eu pudesse lutar. Eles tinham arrancado meus braços para me ensinar uma outra lição: "Você não pode desfazer os seus pecados."

Raiva e vergonha queimavam minhas bochechas enquanto ele descrevia os livros estranhos que ele me vira lendo. Não eram livros normais, diz ele. Provavelmente símbolos demoníacos. Provavelmente os mesmos demônios para os quais eu tinha sacrificado aquelas crianças.

Eu queria gritar, explicar, lhes dizer que eram meramente os símbolos da língua que eu aprendera quando criança. Uma das poucas posses que eu retive da minha casa de infância. Claro, não que eu pudesse falar. Eles tinham arrancado a minha língua para me ensinar uma terceira lição: "A mentira não te salvará dos teus pecados".

Todas essas lições, eles me lembraram, estavam meramente fazendo comigo o que eu tinha feito com seus filhos. 

Então, ouvi as portas do tribunal abrir e fechar. Murmúrios estouraram entre a multidão quando um homem entrou. Eu virei e o vi, manchas de sangue em sua camisa. Ele estava com um grupo que tinha saído para ver se eles poderiam encontrar mais das crianças desaparecidas da aldeia. E eles tinham. Uma cabana no meio da floresta, quilômetros a dentro.

Havia um homem lá quando eles chegaram. Ele confessou tudo.

Com horror, a multidão se virou e olhou para mim. Depois de uma pausa, o juiz falou, suavemente.

"Inocente."

E então eu chorei. Eu chorei sem braços para enxugar minhas lágrimas, sem pernas para suportar um homem livre, sem língua para expressar meu alívio. Eles não podiam desfazer os seus pecados.




Fonte: Dossiê do Felipe


QUE SEU PESADELOS SE TORNEM REAIS

sábado, 22 de agosto de 2026

Creepypasta: Eu Sou Giddy


BOTE SUA PAMPERS E A VEJA CRESCER...


Eu olhava sua filha desde o dia em que você me deu a ela, quando ela mal podia falar, mas mesmo assim expressando sua gratidão através de um caloroso abraço que me deu.

Aquele foi meu dia mais feliz.

Vi-a crescer, aprender, chorar e rir. Ela me contava de seus momentos alegres, me revelava seus segredos... Mas só quando estava triste. E foi aí que minha raiva por você, que me deu a ela, começou. Você, que mandava ela chorando e com marcas avermelhadas na bochecha pro quarto. O que você fez, seu monstro?

Ela me contou tudo e disse que não era sua intenção. Mas ainda machucou.

No décimo terceiro aniversário dela, eu estava sentado em sua cama, esperando para aproveitar as histórias que ela me contaria, ouvir descrições do gosto do bolo, as amigas rindo; quando ela apareceu no quarto, a ouvi murmurando baixinho. Alguma coisa sobre "muitos brinquedos". Pouco depois, fui atirado numa caixa. Naquela noite, no silêncio, escuridão e solidão, foi quando eu percebi o quão substituível eu era pra ela.

Ouvi ela chorando por mim. Ouvi você batendo nela, e senti meu ódio crescendo dentro de mim.

Depois que ela esqueceu de mim, seu décimo sexto aniversário passou (eu sei, contei os dias) ela abriu a caixa e me achou mais uma vez. Um olhar de felicidade e nostalgia apareceu em seu lindo rosto. Ela me levou a seu quarto e me contou como sua vida fora enquanto eu estava preso lá. Ela era muito legal comigo, seu amigo velho e empoeirado.

Ficamos acordados até tarde conversando, rindo e relembrando do passado dela.

Eu amei tudo aquilo.

Mas você não me deixou ficar com ela. No dia seguinte veio, do andar debaixo, muito, muito barulho. Esperei, respirando silenciosamente. Vi ela com uma faca brilhante nas mãos e você tentando tomar dela. Como você pôde? Enquanto você pegava aquela faca, eu sentia o cheiro de cerveja que você exalava. Antes mesmo que eu pudesse fazer qualquer coisa, você enfiou aquela faca no meio da barriga dela. Tudo ficou em silêncio.

Ela cambaleou pra trás. Caiu no chão com os olhos abertos.

Eu a vi crescer. Vivi junto com ela. A vi cair. Eu te odeio.

Se apenas eu pudesse te machucar assim como você fez com ela.

Mas eu sou só um ursinho de pelúcia.

Fonte: Creepypasta Brasil

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QUE SEUS PESADELOS SE TORNEM REAIS

Creepypasta: Operação


BOTE SUA PAMPERS E ACALME-SE...

John estava tão nervoso, ele nunca tinha feito uma cirurgia antes. Pior, sua esposa não poderia vir apoiá-lo, ela estava fora da cidade em uma viagem de negócios.

Sentado na beira da cama do hospital, com a roupa de cirurgia, ele estava tentando não se preocupar. A agradável enfermeira lhe dissera que amigdalectomia não era nada para se preocupar, pois eles realizavam milhares dessas e era um procedimento muito simples. Aos poucos ele foi ficando mais calmo, quando ele foi para a sala de cirurgia.

O anestesista era muito bom, colocando a máscara de gás sobre o seu rosto e dizendo a John para de trás para frente até dez, respirando profundamente, e que o gás poderia fazê-lo pensar coisas engraçadas. Todo mundo estava sorrindo, suas máscaras cirúrgicas para baixo para que John pudesse vê-los, tranquilizando-o. A última coisa que ele pode ver antes de cair no sono foi uma alucinação engraçada...

Todas as ferramentes operacionais tinham sido substituídas por talheres.



Texto por: Enquiring_Minds

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QUE SEUS PESADELOS SE TORNEM REAIS

sábado, 6 de maio de 2023

Vamos dar uma olhada nos escombros

"Tenho medo, essa casa é muita velha."

"Vem, deixa de ser boba"

Entram na casa.

"A porta tá boa pelo menos"

"Mas a fachada ta terrível"

"É" [...] "Nossa, quanta coisa!"

"Só não ta maior que a quantidade de poeira. A gente deveria ter trazido um espanador, não lanternas"

Andam pela casa, investigando com os olhos.

"Imagens fora do ar, links que não funcionam mais..."

"E os textos antiquados nas paredes? Alguém bem que podia dar um jeito nessa bagunça. É uma casa grande, valeria a pena. Dar uma festa aqui e tal."

"Eu já estive aqui, ainda reconheço algumas coisas. Adoraria vê-la limpa de novo, que voltasse a ser como era antes..."

"Você é doida. E ainda me carrega junto..."

Um barulho estranho.

"Quem ta aí?"

"Não é nada, acho que foi só a velhice escandalosa"

"Se tiver alguma coisa aqui mesmo, eu vou ficar..."

A outra corre para um canto.

"Olha, um caderninho" [...] "Tem o número da Pampers aqui."

"Legal?"

"Será que eu ligo?"

"Eu to me cagando aqui, então não é má ideia."

"Você é boba demais. Isso aqui são memórias. Posso ouvir e ler muitas coisas no meio dessas tralhas. Medos, risadas..."

"Que lindo, comovente... agora, podemos ir?"

Um barulho vem do fundo novamente. Lambuzada pela escuridão, uma figura aparece.

"Quem são vocês?! O que fazem na minha casa!?"

"Você não tinha me falado que morava gente aqui! Puta merda, vamo correr! Desculpa, viu senhor? Já estamos de saída, pode voltar pra sua tumba... ou caixão ou sei lá o que, tá? Um beijo na testa aí, amém."

Antes que se virasse, sua irmã a segurou.

"Espera!" [...] "Leon...?"

A figura recuou um pouco na escuridão.

"Leon é você?"

Silêncio.

"Como sabe meu nome, garota? Quem é você?"

"É você mesmo!"

"É ele mesmo! Peraí... quem é Leon?"

"Irmã, o Leon é o dono de tudo isso aqui. Foi ele que fez os nossos pesadelos se tornarem realidade!"

"Ah, ele é o corno... digo, legal! Muito prazer, viu?"

"Saiam daqui, meninas. Estou velho e doente. Os pesadelos só moram na minha cabeça agora."

"Não se preocupe, não pretendo insistir. Só queria mesmo rever este recinto. Fico feliz que você ainda esteja aqui. Já estamos de saída, tá? Fique bem"

"Graças a Deus! Um abraço, tiozinho!"

"Só quero dizer uma última coisa, seu Leon."

"Diga lá de fora, querida irmã, por tudo que há de mais sagrado... ai caralho, tem uma aranha no meu pé! Xô, xô!"

"Esta ainda é uma boa casa. Eu voltaria mais vezes."

Deram as costas. A figura ficou da escuridão olhando.

"Ah e olha"

"Meu Deus irmã, vamo logo..."

A menina abaixou um pouco a calça.

"Tô de Pampers."

"Mano, ce ta de fralda? Caralho, que porra é essa?"

"Tinha que vir visitar vestida a caráter né?"

"Caráter de maluca que fugiu do hospício? Se for, deu certo."

"Tchau, seu Leon".

Se foram. 

Ficaram Leon e casa.

O velho mexendo nas tralhas, botando os bichos para caminharem. O ecossistema daquele lugar foi balançado depois de muito tempo.

"Será..." 

pensou

"Será que devo tornar pesadelos reais de novo?"



quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Adeus, Insanos e Insanas


BOTE SUA PAMPERS... PELA ÚLTIMA VEZ...


Se com muito prazer e ânimo eu fazia uma apresentação capenga por essas páginas em agosto de 2012, em agosto de 2016, quatro anos depois, eu venho aqui encerrar essa história.


Começou no ano passado, junto com os grandes problemas da minha vida. Estar mal na escola, estar desconectado da escrita e à beira de uma depressão deixou minhas relações com as coisas, todas elas, desde blog, amizades, habitualidades, muito instável, de forma que nenhum gosto, nenhuma atitude me parecia concreta o suficiente para seguir fazendo. E foi dessa forma que eu me vi sem mais saco para o Predomínio do Terror. Não estava mais me contemplando. Não que o problema fossem vocês ou eu (indiretamente era eu), mas a vida tava difícil, o tempo curto, a mente prestes a gritar "Allahu akbar"... e... simplesmente a própria ideia do Predomínio mesmo não tava me agradando.

O Pedro parecia que ia voltar; botou o cinto, girou a chave, puxou o freio de mão, mas na hora do 'vamo vê' saiu fumaça do motor e a estaca zero estava ali de novo. Foi um golpe na minha esperança de ter um amparo para poder pensar sobre essa situação. Ele ficaria postando de vez em quando, eu jogando umas coisinhas simples aqui e ali; uma hora eu voltaria de vez. Mas não deu.

Projetos planejados já não eram mais cobiçados por mim, novas ideias vinham, mas não faziam sentido com o que temos aqui. E aí a lâmpada ascendeu. Junto com ela, veio uma paulada. Demorou. Eu precisei enfrentar o meu problema com apegos. Não consigo matar nada. Não tem essa de "sofria, agora sou fria". Agora, no entanto, era hora de passar por cima desse quase subconsciente imposto nas minhas ações.

Enrolei vocês, sim, fui um canalha, sim. Um fanfarrão. Voadora nesse projeto de político, que promete e não cumpre. Pois é hora de afrouxar a gravata, subir as mangas da camisa, limpar o suor da testa branca e gritar sem medo para o povo.

Eu sou um bosta! Errei, menti! (Não roubei!)

Impeachment pro Leon!

Não tem retorno, não tem nem o que já ta pronto e programado para o retorno. O Predomínio do Terror vai para o caixão, insanos e insanas. Sinceramente? Já não pesa tanto a consciência. Vai ser melhor para vocês. Eu acredito que quando alguém se disponibiliza a fazer um blog, ela ta embarcando num processo de troca de informação, além de entretenimento. Tem um certo compromisso aqui, um que, pelo menos eu, quero seguir. E já não o estava mais há muito tempo. Talvez nunca estivesse. Eu e Pedro e os outros que por aqui passaram deixamos coisas boas, posts bem feitos, originais, pesquisados com carinho e cuidado para passar o melhor conteúdo e deixá-los o melhor informado, ademais, estimular o pensamento, o raciocínio. Debater. Mas na maioria do tempo cedíamos a uma mera creepypasta mais vagaba. É foda fazer muito post original mesmo, mas se é pra fazer, bicho, que faça direito. E nesse quesito, a gente tava mofando, o que me incomodou - e incomoda - um bocado. Pior ainda, quando é uma situação da qual não se consegue sair.

Muitos dos nossos parceiros caíam do nosso lado. Lua Pálida (de onde, aliás, eu copiava pra caralho), Caçadores do Medo, quase o Creepypasta Brasil. Vários outros se foram. E eu ia percebendo esse tipo de problema em alguns desses blogs. Mas uma galera ficou, principalmente no Youtube, e ta aí até agora, como o Felipe, o Sigma, o grandioso Assombrado, e mais e mais. E estão fazendo um ótimo trabalho, honrando o terror no Brasil, com um conteúdo original e de primeira.

E é a isso que quero me juntar, corrigindo o meu erro e o dos que caíram.

Quero estudar terror, quero entender mais do assunto, embarcar numa parada um pouco mais preparado e embarcar pra me dedicar. Escola? Pau no cu dela um instantinho. Isso é minha vida também. Tenho que resolver pendências ainda, mas to trabalhando nisso. Eu quero estudar o que quero e o que gosto e quero passar conteúdo de verdade e original pros meus leitores e pras minhas leitoras. Farei com isso com a faca nos olhos e o sangue nos dentes (ta certo isso, produção?) e ano que vem eu penso de novo em ser um blogueiro - mais que isso, um ser humano com a função de trocar informação com outros e outras - de verdade.

Enfim.

Isso aqui era, para além de um adeus (ou até breve), dar-lhes explicações das minhas atitudes e dessa fase calmamente turbulenta do blog. Eu só tenho a agradecer vocês. Agradecer aos meus parceiros e parceiras que por esse caminho se esbarraram comigo. Todos e todas vocês me aguentaram por quase quatro anos, toda semana gastando 25% da mesada (menos, só se você for burguês) com aquela pampers suculenta na raba, lendo aquelas piadinhas toscas. Ai ai...

Vocês me ajudaram um bocado. Foram um motivo pra eu querer viver.

Muito obrigado...

Vou chorar não... ai, merda.

O último pedido que eu faço é: não desistam do terror, galera, porque ele ta crescendo por aqui e tem gente dedicada entrando nisso. Acompanhem a rapazeada que eu citei, cacem mais por aí. Levem o que viram de bom por aqui pra vida. Façam PROERD, usem camisinha, imposto é roubo, o Estado nos escraviza, dilmãe, memes (fundamental).

Insanos e insanas...


Bye bye.


QUE SEUS PESADELOS SEJAM PARA SEMPRE REAIS...


terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Casos Pessoais #8: Aviões



BOTE SUA PAMPERS E DECOLE...



Não que eu tenha medo de aviões, seja paranoico, ou tenha me assustado de verdade com acidentes como o de fevereiro do ano passado, onde um avião caiu em Taiwan, destruindo parte de uma pista e matando uma porradinha de gente, mas, é sério, minha relação com aviões tem sido estranha ultimamente. Começou há uns meses atrás, com uma cena que veio e depois reveio, e reveio, e reveio...

Estou sentado numa de minhas cadeiras. Ela está do lado da janela; de frente pra mesa e pro computador cujo mecho. É madrugada, eu teclo e ouço música, até que tudo fica estranho. Os fones parecem se afundar nos meus ouvidos, escuto como se estivesse em um avião decolando ou em um carro subindo uma serra (os sons meio distantes, o mundo parecendo estar em slow motion); meu peito estufa, enquanto muito ar entra, bruscamente, pelo meu nariz. Nisso, fico tonto e a visão, turva.

É aí que ela vem, a cena.

Fecho os olhos por um instante e pareço sonhar. Ou "pesadelar", se preferir. Um avião, visto de um ângulo externo, sobrevoa os céus. Suas turbinas barulhentas trabalham normalmente até começarem a pegar fogo. Elas queimam e queimam e o barulho ensurdecedor da aeronave aumenta. O avião perde um pouco de altitude. E mais um pouco. E queima. E o som aumenta. Se torna mais próximo. E queima. E desce. Quando percebo, ele está muito perto dos prédios e vem se aproximando de um local.

Minha casa.

Num voo rasante, o objeto cai e destrói tudo pela frente, afogando as janelas e as pessoas em destroços. Inclusive eu. Então o fogo se espalha; toma o que pode, não perdoa nada. As chamas se engrandecem e explodem.

E consigo finalmente inspirar.

E acordar.

Durante uma boa quantidade de madrugadas tive visões como essas. Faz algum tempo que tive a última, mas na semana passada sonhei que pegava uma arma na minha cozinha, introduzia fogos de artifício nela e, com uma máscara, parecendo um membro do ISIS, eu ia até minha sala. Meu pai (que por algum motivo depilava o cu) dizia que eu estava louco. Eu não dava a mínima e atirava, de minha janela aos céus. Minha mãe perguntava que porra é essa, meu pai arrancava mais um pentelho da bunda. Eu surtava: quebrava celular, pulava de um lado para o outro.

Alguns segundos depois, um avião caía e explodia ali perto.


Não faço a menor ideia do que seja isso. Às vezes, quando tenho essas breves alucinações (as das madrugadas), eu penso que é a morte. E pode ser mesmo. Já conversei com minha terapeuta acerca, não discutimos muito sobre isso. Eu viajo dia 31 de janeiro e estou com um péssimo pressentimento.

Apesar de achar que morrerei em cinco dias, eu estou bem tranquilo.

QUE SEUS PESADELOS SE TORNEM REAIS

sábado, 9 de janeiro de 2016

Cross Over Talk: Um Plugin do Skype Que Permitia Falar Com Os Mortos


BOTE SUA PAMPERS E FALE COM OS MORTOS!


Primeiro vamos começar falando do skype, certo? É aquela rede social por onde você faz chamada de voz ou por vídeo com os amigos e as amigas, falam um bando de asneiras e fazem cyber sexo ruim. Todos e todas conhecem...

Mas sabia que dava pra conversar com espíritos por lá?

A Digital Dowsing, empresa especializada em criar produtos destinados à comunicação paranormal, criou um plugin para a rede social, Cross Over Talk (que poderia ser traduzido como Conversa Cruzada), que permitia os usuários fazerem chamadas com "coisas" do outro lado. 

Site oficial do plugin.
Tratava-se de um método de TCI (Transcomunicação Instrumental) totalmente gratuito, no qual, colocando um número inexistente no campo de telefone e o nome de usuário "Cross Over Talk" na área de adicionar contatos do Skype, se obtinha um contato com uma interrogação. Este, depois de adicionado, entrava na sua lista, junto de seus amigos. Quando clicasse nele, porém, o usuário leria: "este contato não deseja compartilhar mensagens com você". Mesmo assim, bastava clicar em "chamar" e esperar seja lá o que fosse atender...

Veja o tutorial abaixo:






Segundo dizem os relatos, muitas vezes era preciso ter paciência e tentar várias vezes até enfim conseguir contato com "alguém", e as conversas eram, geralmente, curtas e compostas só de "ruídos estranhos como rosnados". 

Como vocês puderam ver na imagem do site oficial, o sistema de "Cross Over Talk" está offline. No mesmo site, também, é dito que; "o sistema original operou por quatro anos e meio e registrou mais de um milhão de usuários até que conta do Skype foi encerrada pela Microsoft em 31 de dezembro de 2013". De fato o sistema está fora do ar até hoje, mas há uma notícia na parte de baixo do site, datada de 19 de março do ano passado, dizendo: "Nós começamos novos testes num novo sistema de servidor e um novo método para permitir que os usuários usarem a interface do sistema popular de novo. Esperamos voltar ao pleno funcionamento em maio ou junho deste ano (2015)".

Diante da incerteza de se voltou ou não, para você não ler essa coisa toda, ficar com um gostinho e não poder aproveitar, seguem alguns vídeos de reações e conversas no youtube.




Ah, e sabe quem fez um vídeo sobre isso? O canal de terror brasileiro Lenda Urbana:


Vai arriscar?



Referências: Sobrenatural.org e MedoB
Site oficial do plugin: Crossovertalk.com


QUE SEUS PESADELOS SE TORNEM REAIS

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Lloyd´s Lunchbox - Uma Animação Extremamente Insólita e Repugnante


BOTE SUA PAMPERS E CONFIRA!


Eu tinha que quebrar o hiato pra postar isso. 


Lloyd´s Lunchbox (ou "A Lancheira do Lloyd") é uma animação dividida em quatro partes, criada por Gregory Ecklund para o Spike and Mike´s Sick and Twisted Festival of Animation de 1998. O teor de seus episódios é de uma bizarrice sem tamanho: com traços bruscos e repulsivos, vemos o protagonista, Lloyd, ferir-se das mais diferentes formas e fazer as maiores nojeiras possíveis.

Entre as cenas de masoquismo (como arrancar o próprio dente, explodir o próprio cérebro e até comer pus) não há qualquer diálogo, apenas uns gemidos estranhos de Lloyd e seus gritos de dor. Só no início que você vai ver uns narradores com vozes estranhas introduzirem os capítulos emocionantes da vida desse cara e uma trilha sonora de filme de caipira psicopata.

Realmente não é das coisas mais agradáveis de se ver, mas, de toda forma, estarei disponibilizando abaixo os episódios. Ver, fica por sua conta e risco.

Degustem!


Lloyd´s Lunchbox I: The First Seven Days


Lloyd´s Lunchbox II: Sem Título

Lloyd´s Lunchbox III: Lloyd Adores His Teeth


Apesar do conteúdo bem chocante dos episódios, o youtube os permite em seu site tranquilamente. Ao contrário do quarto e último episódio, aparentemente por ele contar com aparições explícitas de órgãos sexuais. Em outras palavras, pode postar um vídeo de masoquista enfiando um lápis na orelha até sangrar, mas não pode mostrar uma piroca e uma xereca nessa porra. 

Tanto faz, tanto fez, você pode conferir o último episódio aqui:

Lloyd´s Lunchbox IV: How To Get Pronged


Já ta indo embora? Não tá lembrando de nada não?

Quem é fã ou só curte mesmo a banda Korn, em algum momento deve ter escutado a música Right Now, uma das melhores faixas de um dos melhores álbuns deles (Take A Look In The Mirror, de 2003). E se foi felizardo o bastante para ter visto o clipe oficial da música, deve estar se lembrando de que ele contém umas cenas bem desconfortáveis de se ver.

Sim, elas vêm de Lloyd´s Lunchbox. 

Confiram:


Que animação carismática...


QUE SEUS PESADELOS SE TORNEM REAIS

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Pé Na Jaca


BOTE SUA PAMPERS E DEGUSTE!

História originalmente publicada em: Andergroundi. Na publicação original é possível conferir também o processo criativo que originou o conto. 

Eu lamento por todos nós, mas o hiato do blog permanecerá até tempo indeterminado. Em contraponto, estou cheio de projetos para o ano que vem. Aguardem e, por enquanto, degustem!
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As crianças correm.

É bastante engraçado. Suas caras felizes, seus sorrisos eufóricos. Vêm descendo a rampa de acesso entre o pátio e os andares das salas de aula, apressadas para comprar o lanche, jogar seus jogos, conversar asneiras. Tadinhas. Mal têm tempo para falar com o faxineiro.

Os outros funcionários conseguem aguentar essa realidade, as moças e moços da cantina, da limpeza, da manutenção... Mas eu não. Você passa anos assim, sendo ignorado por esses merdinhas mal-educados e uma hora se cansa de ser o fantasma camarada. Quer ser a assombração que assusta, que ataca. Um fantasma vingativo cheio de ódio.

Por quinze longos e sofridos anos o colégio permitiu que os funcionários pegassem as jacas da jaqueira da horta. Eu sempre pegava elas quando estavam grandes o bastante e as levava para casa. Para comer? Não, para descontar meu ódio. Toda vez que eu tinha uma, era um dia em que eu tinha que me preparar para limpar uma baita sujeirada; pedaços de jaca estourada, pela parede, pelo chão. Por causa desses estudantes malditos e ingratos.

Tio, faz isso, tio faz aquilo. E não te dão bom dia, nem obrigado.

E aí vêm eles, suas vozes gritando nos meus tímpanos. Animaizinhos insanos apoiados em duas patas. Gralhas irritantes sem asas. Vou chegar primeiro que você, escuto um deles falar. E, claro, eu sorrio.

Como bem quiser, garotinho.

Ergo minhas mãos e a jaca que está nelas. Movo os braços pra trás, trago a jaca junto, depois com toda força os movo pra frente. Os braços e a jaca. Mas só a jaca voa. Esses mais de vinte quilos de fruta chocam-se com o peito do garoto que veio na frente (que deve ter uns doze anos e uns quarenta quilos). Um estralo ecoa de tão forte que é a porrada, e depois outro de tão forte que é a queda. Os que corriam atrás pegam carona, batendo no corpo caído, indo pro chão também.

A jaca fica no meio da rampa, causando acidentes; todos que vinham atrás vão pisando e escorregando e batendo em quem escorrega. O famoso efeito dominó. Tem criança ralada, com pé torcido, dedo quebrado, chorando, berrando, falando que merda é essa. Tem de tudo.

E aí uma menininha, os cabelos loiros cobrindo um dos olhos molhados de lágrimas, os joelhos ralados e o osso do indicador direito pra fora, vem engatinhando até mim. Ela puxa a perna da minha calça repetidas vezes e suplica com sua carinha de coitada:

- Tio, por favor, tio. Me ajuda. Tá doendo.

Sua vozinha fina e triste entra por um dos meus ouvidos e sai pelo outro. Eu fico lembrando de minha vida como fantasma. Meu olhar é de nojo. Recordo minhas mais dolorosas tristezas, minhas lágrimas de raiva por ser tão desprezado por esses e essas agora fodidos ao redor da jaca. Sou puro amargo. E assim sou por causa deles e delas, inclusive dessa garotinha.

Então reviro os olhos. Debocho  de seu sofrimento. Chuto sua cabeça. Seu corpo pende prum lado e um sibilo escapa. Aí, digo:

- Eu não. Pau no seu cu.

Dou as costas e vou embora.

Feliz.


Autor: Leon Leonidas

Meu cabelo é o ó
Mas minha pele é mara
Se me plagiar
É minha mão na tua cara.

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sábado, 22 de agosto de 2015

Pornô - O Que Você Anda Vendo Pela Internet?


BOTE SUA PAMPERS E... LENNY FACE...



Tínhamos onze anos naquele verão em que Kathy Ritter fugiu ou foi sequestrada, ou qualquer coisa que estivesse na capa dos jornais naquele mês.

Entre isso e a família Ritter se afastando, nunca conseguimos descobrir o que realmente aconteceu. E, eventualmente, esquecemos dela.

Anos mais tarde, eu a vi novamente. Não fugazmente em pessoa, mas online. Em um vídeo pornográfico.

Eu tinha dezesseis anos e o vídeo parecia recente. Pelo menos, tinha sido recentemente enviado. Eu fechei o vídeo e desliguei o computador imediatamente.  Eu tenho vergonha de admitir que não era por preocupação com a Kathy, mas porque eu tinha medo do que iria acontecer comigo se eu fosse pego vendo o que era tecnicamente pornografia infantil.

Foram semanas antes da curiosidade e o senso estúpido de um heroísmo adolescente me vencessem e voltei ao mesmo site,  eu poderia ser o único a finalmente descobrir o que aconteceu com a Kathy. E foi surpreendentemente fácil de encontrar, ela estava em destaque em uma série de vídeos com nomes artísticos como Katty Kathy , Kitty, e assim por diante.

Não adiantava. Todos os vídeos aconteciam no mesmo porão, na mesma cama. Os vídeos eram todos praticamente iguais. Kathy vestindo um traje. Kathy e outra garota. Kathy e dois homens. Havia alguns vídeos também, que eram bastante estranhos como Kathy transando com um cara amputado ou com um ator vestido como um cavalo, mas eu não me incomodei em assisti-los.

Kathy nunca interpretava realmente, porém, mesmo quando ela estava em traje de enfermeira ou qualquer outra coisa. Ela nunca realmente falava em nenhum dos vídeos. Eu percebi que ela mal fazia algum som em qualquer um deles, não gemia, ou tinha a respiração pesada. Mesmo quando os outros atores inseriam coisas dentro dela, não houve reação dela a não ser algumas caretas.

E de vez em quando, ela olhava para a câmera. Não era um olhar de raiva ou mágoa, ou súplica, como se poderia esperar caso ela estivesse sendo forçada a fazer aqueles vídeos. Era mais um olhar de... Aceitação.

Eu tive que parar de assistir seus vídeos depois disso. Agora eu tinha a certeza de que isso não era de sua própria vontade, que ela tinha sido sequestrada e forçada a esta vida. Mas não havia uma maneira que eu pudesse provar que sabia onde ela estava.

Eu relatei os vídeos para a polícia, mas não deu em nada. Eles disseram que não tinha como provar definitivamente que a garota no vídeo era ela. Eu sabia que era Kathy, eles já tinham concluído há muito tempo que ela estava morta e que o caso estava encerrado.

Eu tentei força-los, mas eles me disseram para ir embora. "Garoto, pensar nos pais dela. Fazer filme pornô? Para um monte de gente, apenas acreditar seu filho está morto é mais reconfortante."

Tentei rastrear os Ritters. Minha mãe me disse que seus nomes eram Harry e Laura Ritter, e em uma rápida pesquisa no Google descobri que eles estavam vivendo agora em Oregon.

"Sra. Ritter?" Eu disse quando uma mulher atendeu o número de telefone listado nas páginas amarelas on-line. "É Max Page".

"Olá, Max", disse ela com cautela. Ela não se lembrava de mim.
"Morávamos no mesmo bairro", eu expliquei. "Eu sei da sua filha. Eu acho que eu encontrei."

A mulher ouviu em silêncio enquanto eu disse a ela que eu tinha encontrado e em que tipo de site eu a tinha encontrado. "Eu não quero incomodá-la. Mas a sua filha está viva. E eu tenho certeza  que você poderia encontrá-la se você for a polícia."

Clique. A mulher desligou na minha cara.

Eu pensei que o policial estava certo e desisti de tentar chamar a atenção para os vídeos. Eu parei de visitar o site e tentei tira-lo da minha mente.

Mas, então, eu recebi um e-mail. Tinha sido enviado pelos administradores do site, anunciando um novo recurso para o site. Ligeiramente me revoltei em saber que eles ainda tinham informações sobre mim, e eu rapidamente conectei para excluir minha conta e cancelar a assinatura do site.

E foi aí que eu percebi qual era o novo recurso. Era Pornô Gore.

Quase sem saber o que eu estava fazendo e com uma sensação gelada de medo rastejando sobre mim, eu cliquei para confirmar meus temores. O primeiro vídeo era com a Kathy.

Eu nunca quis assisti-lo. Mas eu sabia que tinha que fazer, porque o título do vídeo tinha o meu nome nele. "Para Max".

Kathy, tremendo e chorando, inclinou-se sobre a cama. Um homem subiu nela, segurando uma faca.

"Diga o que eu lhe disse para dizer", uma mulher comandava de fora da tela.

"Isto é para você, Max Page", disse Kathy.

E então ela soltou um grito desumano enquanto o homem abria o seu abdômen com a faca, espirrando sangue pela cama. Ele mergulhou a mão no corte aberto, ocasionando outro grito de Kathy, e puxou até que seus intestinos e pelo menos um de seus órgãos caíssem sobre a cama.

Eu vomitei ao lado da minha cama antes de correr para fechar o vídeo. Kathy estava morta por minha causa. Ninguém tinha acreditado em mim quando eu disse que era Kathy e agora ela estava morta.

E a voz da mulher... Reconheci imediatamente. Era a mesma voz que atendeu ao telefone, a voz que pertencia a Sra. Ritter.

Fonte: Dossiê do Felipe

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sábado, 11 de julho de 2015

A Bizarra Carcaça da Ilha de Sacalina


BOTE SUA PAMPERS E CONFIRA!

Não, o hiato do Predomínio não se foi, mas hoje estou dando uma quebradinha nele para corresponder a dica do leitor Luisinho. Ele me enviou um material pelo twitter e a partir dele pude fazer a breve matéria abaixo. 
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Na tarde do primeiro dia do mês (01/07), na Ilha de Sacalina, no extremo oriente russo, uma bizarra carcaça foi encontrada na beira de uma praia. Com bons metros de comprimento, muitos pelos e um grande nariz, o animal (ou ex-animal) assustou e intrigou a quem o viu. 

A imagem da criatura se espalhou pelas redes sociais e, em meio as especulações, especialistas se pronunciaram. "Reunimos uma série de cientistas e, após estudar todas as versões, chegamos à conclusão de que se trata de um filhote de baleia", afirmou o chefe do Instituto de Pesquisas Oceanográficas de Sacalina, Nikolay Kim, ao portal RT.com.

Ademais, Nikolay cogita que provavelmente a carcaça trata-se uma (ex)baleia-bicuda que habita o Pacífico Norte e foi parar ali depois de morto. Sobre os pelos, ele diz que tanto as baleias quanto os golfinhos nascem com pelos, estes, por sua vez, se perdem ao longo do tempo. 

Fonte: UOL
Leia sobre: Globsters

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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Ei Charlie, ce tá ae, jhowl?


BOTE SUA PAMPERS E CHAME O CHARLIE!

Saudações insanos, como vão? Não, o blog ainda não voltou do hiato, mas to dando uma quebra nele para falar desse assunto que se popularizou colossalmente pela mídia nas últimas semanas e que vem me recheando de pedidos para postar sobre. 


Charlie, Charlie não passa de uma brincadeira simples e - me desculpem - estúpida, que não é mais que um plágio (alerta de eufemismo) levemente adaptado das brincadeiras do copo e do compasso, tabuleiro ouija e afins, e que consiste em escrever "YES" e "NO" duas vezes num papel e colocar dois lápis, formando uma cruz, no centro. As versões variam: pode ser lápis, pode ser caneta, pode ser faca... podem ser até duas pirocas, mas tem que ter algo ali no meio para o demônio poder girar e fazer você se cagar que nem uma macaca com diarreia. 

Tem até versão humana pelo visto...

As tags #CharlieCharlie e #CharlieCharlieChallenge se espalharam tão fugazes quanto eu fugindo de aranha e logo a internet estava repleta de gente chamando "Charlie, Charlie, você está aqui?", fazendo vídeo da brincadeira. Novidade: o bagulho se viralizou, mas como qualquer coisa que se viraliza muito rápido, pouquíssimos eram os que sabiam a origem do jogo. 

É, mas agora a verdade já tá mais rodada que catraca de ônibus também; geral tá manjando que o Desafio Charlie Charlie, que, de acordo com as lendas, seria a invocação de um demônio mexicano chamado Charlie, na verdade, trata-se de um marketing do filme "Gallows" (A Forca, aqui no Brasil). O filme conta história de uma peça de teatro que terminar em tragédia e é reencenada vinte anos depois, evocando memórias, espíritos... enfim, ces já sabem - e vai ser found footage saporra!


Enfim, no meio dessa baboseira, o importante é que a brincadeira do Charlie, Charlie foi útil mesmo é pra zoeira! Que a felicidade reine em seus corações:

Charlie, seu lindo <3

Vá se foder, Charlie.


Isso memu.

Baphollynho te ouça.

Eita, jhowl, deixa noiz reviver piada...


Só chora, passivo.

Oxe...

Verdade...

Ok...






Agora, puta que pariu, a gente dá bola pra cada tosqueira hein? Tudo bem, a ficção nos pode levar a coisas surreais, só que... demônio mexicano com nome de Charlie? Tá fumando sola de sapato com macarrão hein, pelamor... mas toma aí o trailer dessa xereca loka:


E, olha, não adianta espernear, fazer birra, chorar, insistir! Mesmo que você tenha sentido o capeta no teu corpo quando fez a brincadeira, mesmo que crianças tenham sentido mal-estar depois de ter "invocado" Charlie em Manaus (sério, isso aconteceu), apesar de tudo isso, a parada é só marketing. Ou você tá inventando, ou é psicológico ou você fuma crack, meu caro/minha cara.

Tá esclarecida a parada do Charlie? Aproveitou a zoeirinha? Então vão com Baphollynho, insanos e insanas!

QUE SEUS PESADELOS SE TORNEM REAIS

ATÉ BREVE