Bob Esponja Como Você Nunca Viu (Nem Deveria Ter Visto)

Estranhas tirinhas que demonstram um lado obscuro e pornográfico do Bob Esponja onde a forma como foi desenhado e a coloração contribuem muito com isso. Vejam abaixo: [...]

Normal Porn For Normal People: A Verdade Vem À Tona!

Se tem um site que intrigou/intriga muita gente, é aquele "Normal Porn For Normal People", que ficou muito conhecido após sua creepypasta (de mesmo nome que o site) ser solta por aí... Descrições de vídeos bizarros, envolvendo gore, sexo e coisas grotescamente bizarras faziam parte da história do site. Normal Porn For Normal People logo se tornou uma creepy clássica e não demorou muito para que se descobrisse que o site definitivamente existia, para a surpresa de muitos. [...]

Globsters - As Mais Bizarras Coisas do Mar!!!

Acerca desse assunto a pergunta mais difícil de se responder não é nem se é real ou não, mas sim: o que é um Globster? De monstros marinhos até animais pré-históricos sobreviventes, essas criaturas ainda não tem um conceito muito fixo. Entretanto, definem-se por Globsters (ou Blobsters, ou Blobs) carcaças irreconhecíveis à vista, encontradas próximas de ambientes aquosos (a maioria delas em costas de praias, mas também podem ser avistadas em rios, lagos etc). [...]

Five Nights at Freddy's

Se imagine na pele de um vigia noturno que deve vigiar uma pizzaria por câmeras de segurança. Imaginou? Certo. Agora imagine que durante seu trabalho você nota que os mascotes animatrônicos (animatronics) que na verdade deveriam cantar e alegrar a pizzaria durante o dia começam a mudar de lugar conforme você vai vigiando o local. Os animatronics passam a vagar pela pizzaria e você então percebe que há algo de errado. [...]

WebDriver Torso: O Que Há Por Trás Desse Misterioso Canal?

WebDriver Torso: um canal do youtube com mais de 80 mil vídeos, todos curtos (em média, 11 segundos) com um padrão bizarro, onde retângulos azuis e retângulos vermelhos movimentam-se em diferentes posições ao som de um bipe. O canal foi fundado em 7 de março de 2013 - ou seja, tem mais de 1 ano de vida - e é uma espécie de máquina de funcionamento infinito e contínuo, afinal envia vídeos quase toda hora! Só para dar uma breve noção a vocês: no Natal, o canal enviou 400 vídeos! [...]

Yami Shibai - Histórias de Terror Japonesas

Yami Chibai é uma série de televisão de origem japonesa produzida por ILCA e dirigida por Tomoya Takashima, juntamente com o roteiro escrito por Hiromu Kumamoto e narrado por Kanji Tsuda. A série estreou em 14 de julho de 2013 na TV Tokyo. O show é organizado em uma série de curtas em que cada episódio tem duração com menos de 5 minutos. Cada episódio mostra um conto diferente, baseados em lendas urbanas e mitos de origem japonesa. [...]

sexta-feira, 20 de março de 2015

Insidious 3: Vem Aí Uma Puta Continuação?


BOTE SUA PAMPERS E CONFIRA!


Sinopse: "Em Sobrenatural: Capítulo 3 um novo conto distorcido de terror começa para uma adolescente e sua família, precedendo a assombração da família Lambert nos filmes anteriores e revelando mais mistérios do reino sobrenatural do Distante."

Em 2010, o terror ganhava uma nova trilogia: Insidious (aqui no Brasil, Sobrenatural). Um bom primeiro filme, com uma boa sequência (2013), e que agora aguarda nova continuação, Insidious 3, prevista para junho deste ano e que trata-se de um dos filmes mais esperados de sua vertente. As informações estão saindo pouco a pouco e por enquanto deixamos o teaser trailer e algumas imagens. Confira:



Artes e postêrs do longa:



"O homem que não consegue respirar
o homem que vive
NAS VENTILAÇÕES
Eu ouvi ele dizendo
seu nome na última noite
EU OUVI ELE
NO SEU QUARTO
Enquanto você estava fora
ele estava lá
EM PÉ
NO SEU QUARTO"
Acho que ficou explícito que é uma série de filmes que me agrada. Numa atualidade onde é difícil achar obras mainstream que sejam realmente boas, Insidious quebra o - péssimo - estigma e consegue envolver quem o assiste com suas cenas e, principalmente, com sua história. Logo mais, estarei trazendo um post sobre os primeiros da série, e aí vocês vão entender o que tô falando...

ATUALIZAÇÃO! (21/03/2015)

Tem novo trailer legendado, lançando pelo Terrorama no Dailymotion. Assistam:



O post será atualizado em breve com mais informações.

Referências: Terrorama.net 

EXPECTATIVAS?

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BOA NOITE

quinta-feira, 19 de março de 2015

Para Você Se Sentir Bem Sendo Um Sedentário...


BOTE SUA PAMPERS E VÁ PARA A ACADEMIA!

Ou melhor não ir né...


No dia 7 de março, semana passada, um vídeo foi postado no youtube e, dada a velocidade que as coisas correm pela internet, sua fama não demorou a chegar. Em 9 de março, o vídeo já estava sendo comentado nas páginas do Daily Mail e por aí a fora! É, eu sei que vocês tão cagando para isso e querem mesmo é saber o conteúdo do vídeo...

Uma mulher: "puxa, estou muito sedentária, acho que preciso frequentar uma academia!". Ela passa a frequentar a academia e certo dia resolve fazer Leg Press, um exercício no qual a pessoa usa as pernas para erguer pesos para cima. Nesse exercício existe uma coisa que não se pode fazer: a prática é realizada em indas e vindas, esticando e dobrando as pernas e os joelhos, e, nas vindas, não se deve esticar totalmente os membros. Ela, no entanto, acaba fazendo isso e... uma cena chocante é captada na Inglaterra.

Vejam com seus próprios olhos:



Fui bem cético quanto ao vídeo, a princípio. "Algo assim no youtube? Não, é caô", mas dando uma pesquisada, descobri que é verídico sim. Como vocês podem perceber, a mulher quebrou as duas pernas; de acordo com o fisioterapeuta Sammy Margo em sua declaração ao Daily Mail "na segunda repetição, sua perna foi para a hiperextensão, o que significa que os ligamentos esticaram demais e o joelho dobrou-se sobre si mesmo", o que muito provavelmente causou possível fratura da tíbia ou do fêmur, além de lesão no ligamento cruzado posterior dos joelhos. 

"Este vídeo é um exemplo extremo do que pode acontecer durante o exercício quando ele não é realizado corretamente", falou o gerente de academia Will Longhurst. Por fim, o fundador do local, em Londres, declarou: "Já vi muitos acidentes desse tipo em máquinas de Leg Press, uma vez que as pessoas levantam pesos pesados demais."

Caramba, é realmente bizarro pensar que uma parada assim possa acontecer. Imagina você fazendo uma série dessa, aí no meio rola um cãibra e você se fode todo? Ou se simplesmente não aguenta o peso do bagulho? Mermaõ... a dor que essa mulher sentiu, eu nem arrisco estimar! Ainda não se sabe sobre o estado dela (mas deve ser grave). Caso soubermos algo, o post será atualizado.

Referências: Mega Curioso

CARALHO... O_O

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BOA NOITE

segunda-feira, 16 de março de 2015

Jason Voorhees É Confirmado Em Mortal Kombat X


BOTE SUA PAMPERS E CORRA!



Mortal Kombat X (veja o TRAILER) é o décimo jogo da franquia sangrenta que excita os gamers (ou qualquer pessoa que curte jogo de luta... ou qualquer pessoa porque o jogo é simplesmente foda) desde 1992. Anunciado em junho de 2014 e com data de lançamento prevista para 14 de abril deste ano (nas plataformas Xbox One, PS4 e PC), na última sexta-feira (sexta-feira 13, vejam só), o jogo contou com novas informações divulgadas. Dentre as novidades, foi revelada a participação de Jason Voorhees; sim, aquele maluquinho que desce o facão nos jovens safadões e maconheiros que visitam Crystal Lake.

Jason, todo-todo, anunciado para o MK X


Confira o trailer:


Para quem não se lembra, no jogo anterior, Mortal Kombat 9, Freddy Krueger fez uma participação especial (que, aliás, contou também com a presença do poderoso Kratos). E a condição de obter Jason não será diferente da de Freddy, ou seja, através da DLC Kombat Pack.

Confira abaixo uns aperitivos do rei dos pesadelos:



Jason tá podendo esse ano... Vai ganhar jogo, série... livro... E agora essa participação no novo Mortal Kombat. 


Referências: Omelete e Techtudo


ESPERANÇOSOS PARA O NOVO JOGO?

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BOA NOITE

sábado, 14 de março de 2015

Um Espancamento Qualquer


BOTE SUA PAMPERS E CONFIRA!

Na Rússia (sim, tinha que ser), depois de um acidente, um dos envolvidos estava em seu carro, tranquilo, quando de repente foi puxado para fora por ninguém mais ninguém menos que Mickey! Bob Esponja apareceu, Esquilo Com Câncer veio em seguida, e por fim Pernalonga Com Tumor; todos foram pra cima do cara e meteram a maior surra no malandro.

Confira:



Segurança é um problema em qualquer lugar do mundo... a qualquer momento a Disney inteira pode surgir e te meter uma sova...

MA QUE DOIDERA...

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BOA NOITE

Ventilador de Teto Cai e Fere Aluna No Rio de Janeiro


BOTE SUA PAMPERS E PROTEJA A CABEÇA!

Rapaz, essa parada de ventilador de teto tá começando a dar um cagacinho já. Olha só essa matéria do R7.




CARAIO O_O

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BOM DIA

quinta-feira, 12 de março de 2015

Ventilador de Teto


BOTE SUA PAMPERS E DEGUSTE!


Com saudades dos meus contos? Tenho dado grandes hiatos em minhas histórias por aqui e apenas trabalhado no meu livro e em contos maiores em que sempre travo, e eles ficam lá, abandonados... Mas, não se preocupem. Estou trabalhando em short creepys e concluindo alguns poucos textos que pretendo lançar aqui. E se vocês não se aguentarem, podem ir lá no Andergroundi ou no meu Wattpad.

Sem mais delongas, degustem!
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Você é do tipo de pessoa que imagina o ventilador de teto caindo e decapitando todo mundo?

Uma queda suave, de aterrizagem abrupta sobre a cabeça dos presentes. Vão estar sentados, conversando muito provavelmente, enquanto aguardam a chegada do professor de português. Distraídos, apenas verão uma aluna, em pé, encostada no canto das janelas da sala, e que tanto olha para o outro lado (talvez com o intuito de admirar o garoto muito bonito e popular que ela tanto gosta e que está quase conquistando - e que por acaso está bem embaixo do objeto que gira no teto), dar um grito desesperado quando o professor abrir a porta, arrebentando o último cabo que sustenta o ventilador no teto. O ventilador assassino, porque, sim, ele que vai matar a todos.

Vai ser um grande banho de sangue, com cabeças rolando pela sala (puxa, que hélices potentes), e com certeza muitos vomitarão - os que não tiverem sido mortos, claro -, jogando para fora seus cafés da manhã e quem sabe um pouco do horror e do trauma dentro de si.

É, seria algo bem sinistro; uma fatalidade... Oh! Não posso dar continuidade às minhas conjecturas! Eu tenho aula de português agora e o professor está prestes a entrar em minha sala...


Autor: Leon Leonidas


GOSTARAM?

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BOA TARDE

quarta-feira, 11 de março de 2015

Ah, Sim...


BOTE SUA PAMPERS E LEMBRE-SE...

A luzes oscilam até se apagar, e eu caminho desajeitado em direção à cama. Eu puxo os cobertores sobre meu peito e fecho os olhos. Droga, por quê eu estou tão nervoso? Eu tenho certeza que já fiz tudo.

Eu tranquei a porta da frente? Sim, eu tranquei. Eu tranquei a porta dos fundos? Sim, eu fiz isso também. As janelas estão fechadas? Sim, elas estão. Eu coloquei o cachorro e o gato para fora? Sim, sim, eu fiz tudo isso.

Mas então eu percebo o que esqueci. Eu acendo as luzes, cuidadosamente me agacho, e lentamente eu olho embaixo da cama. Um rosto feminino encara o meu. "Os nós estão bem apertados?", eu me pergunto. Ah, sim... eles estão.


ETA PORRA...

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BOA TARDE

Lester - Uma Creepy Bem WTF


BOTE SUA PAMPERS E CONVERSE...

"Ei... Acorde. ACORDE, garoto!"

"Hein...? O quê?"

"Finalmente!"

"Oh, não. Você de novo não! Por favor..."

"Shhhhhh, está tudo bem, sou eu, o seu melhor amigo Lester!"

"Não! Me deixe em paz! Eu quero dormir! A mamãe vai aparecer daqui a pouco! Você não é meu amigo, Lester Rosinha!"

"NÃO ME CHAME DISSO."

"Desculpe! Desculpe! Eu me esqueci. Por favor, não seja mau comigo, está bem? Eu me esqueci..."

"Não é estranho vestir rosa, não é? Sendo um menino, não é?"

"Claro que não, Lester! Claro que não! Por favor, me deixe em paz!"

"Não até brincarmos! É hora de brincar, garoto!"

"Não!"

"Ha, ha, ha! E eu digo que é sim!"

"Por favor..."

"O que fizemos ontem à noite? Você se lembra?"

"Err... brincamos... com vidro..."

"SIM! Aquilo foi muito divertido!"

"Não, não foi!"

"Foi sim. Mas eu estou cansado daquilo."

"O que você vai fazer comigo? Por favor, não faça nada, ok? Só por esta noite, Lester Rosinha."

"NÃO ME CHAME DISSO!"

"Ohhh! Por favor, me desculpe, eu esqueci! Eu só quero ir dormir! Ahhhh! Você está me machucando!"

*rangido da porta se abrindo*

"Oi, mãe!"

"O que você está fazendo? É hora de dormir!"

"Eu sei, mãe. Eu só estava conversando com o meu amigo imaginário."

"Você sabe que tem escola amanhã, Lester. Vá dormir."


Fonte: Lua Pálida
Atualização: esse texto foi originalmente criado por Slimebeast, o mesmo criador de Abandonado Pela Disney.


PARECE QUE O JOGO VIROU, AMIGUINHO...

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BOM DIA

terça-feira, 10 de março de 2015

Tutorial: Como NÃO Lidar Com Uma Aranha


BOTE SUA PAMPERS E PEGUE O CHINELO!

Na oitava edição do "Bate-Papo Insano", eu informei que teríamos muitos posts sobre aranha no blog, então, sem delongas, vamos ao primeiro deles:


Aranhas, aranhas... os mais famigerados aracnídeos estão dando as caras por aqui para com certeza nos fazer rir. Muito provavelmente você já se deparou com uma: se for de área urbana, deve ter tido contato com aquelas aranhazinhas de jardim, aquelas de canto de parede, agora se for da área rural, deve ter visto uma caranguejeira (vulgo, tarântula). Muitas das vezes esses encontros não são muito agradáveis e geram certo desconforto na gente, mas acreditem... também gera para elas. Isso porque certos seres humanos não deveriam entrar no grupo dos "animais racionais", e a compilação de vídeos abaixo comprova isso. 

Confira:

Não, definitivamente não! Não ponha fogo na porra da aranha!


É... não é muito recomendado que se as coma também...



Não seja esse cara, não seja...



Não seja imbecil a ponto de tentar afastar uma aranha enquanto toma banho. Ainda mais usando o dedo...


Adianta para os 2:15, siga vendo e você vai entender porque não deve ser como esses caras...


Esse aqui nem fez merda, só ficou cagado mesmo.


Apenas não seja esses caras...

Não dá pra ouvir bem o áudio do vídeo, mas o câmera fala que tem uma aranha no teto. O cara com o chinelo ensina como se bater numa aranha com o chinelo (basicamente fala merda), pega um violão, depois é encheção de linguiça. Quando o cara finalmente bate na aranha, aos 2:03, adivinha?
Ele erra! Depois disso é encheção de linguiça, não precisa ver.


"Reto, burro filho da mãe!"


Da série: não seja esse cara. (Os malucos ficaram eufóricos porque mataram uma aranha... issaí é o crack).


Esse aqui é só um cosplay da Paolla Oliveira (sim, aquela que você só conhece por causa da bunda famosa) tentando matar uma aranha.


E a última dica do tutorial é: não tente agir como uma aranha.

Gente, sinceramente? Quando tiver aranha na casa de vocês, chama o IBAMA que é melhor. Porque se for pra fazer que nem esses câncers aí... Ah, e olha quem passou para aprovar nossa matéria:

Quem disse que o Spider não pode ser um insano também?

EM BREVE... MAIS SOBRE ARANHAS!

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BOA TARDE

segunda-feira, 9 de março de 2015

Bate-Papo Insano #8


BOTE SUA PAMPERS E REÚNA-SE!

Abençoe-nos,
oh lorde das trevas, oh lorde da escuridão, oh lorde de todos desse mundo; 
dos brancos, dos negros, dos gordos que fazem gordíce, dos aidéticos que a essa página visitam,
do Homem-Aranha que nos Vingadores não consegue entrar, e do resto dessa raça imunda e pútrida.
Oh lorde, apareça e nos louve, apareça para ser louvado;
Pata de aranha, asa de morcego, cocô de ornitorrinco, sua mãe,
e tudo de ruim de comer que há nesse mundo.
Caiam numa panela, mesclem-se e originem essa criatura da luz.
Venha, chegue mais e receba o amor, oh grande, oh...
BAPHOLLYNHO


Dada nossa benção, vamos para o Bate-Papo Insano!

Como a nossa oitava edição está acontecendo na segunda-feira, ela vai ser bem breve, porque preciso ir terminar e ir trabalhar nos posts dessa semana... que aliás, vão ser assunto logo abaixo. Contudo, antes disso, vamos falar sobre a semana do blog. Que foi uma bela merda! Fraca, parada, e com isso os leitores foram pouco participativos. Mas tivemos mais uma aparição do "Projeto Assustador", se liga:

Trecho de um dos contos da série.

Pra essa semana, as coisas vão ser bem diferentes. Vai ter creepypasta, matéria curiosa, matéria pra fazer rir, a porra toda. E principalmente o início das nossas muitas matérias sobre aranhas. Voltei a me interessar nesses animaizinhos, e vou trazer bastante conteúdo delas: vídeos, gente fazendo merda com elas, e... o lado assustador, é claro.

Outra boa notícia é que ainda essa semana devo estar concluindo um dos contos do meu livro. Na quarta-feira já devo estar deixando um trechinho lá na nossa fan page, e, dentro em breve, lançando-o aqui no blog. Já engatando em outro assunto... falando em conto no blog, devo lembrar-lhes de quem nova história lá no meu wattpad. Uma creepy que é um BETA de um conto que ainda esse mês deve estar aparecendo por também.

Confira:

Visão Faminta

E para encerrar o Bate-Papo desta semana, uma triste notícia...

Como vocês podem ver, o nosso amigo, (ex)contribuidor do blog, Croatoan, não posta faz um tempo. Wi-fi ruim lá no limbo? Não. Muitas missões pro nosso amiguinho das trevas? Pode-se dizer que sim. Reluto bastante em dizer isso, mas o tenho que fazer: Croatoan está plenamente atarefado e não poderá mais contribuir com o blog. Mas pelo menos ele deixou o recadinho que de vez em quando passa por aqui e deixa umas dicas marotas. 

Claro, tenho muito a agradecê-lo! Fez matérias muito boas e a galera aqui do nosso blog curtiu a presença dele (enquanto durou). Fora ter feito o vídeo de apresentação do canal, que se encontra na página SAIBA MAIS SOBRE O BLOG E SEUS INTEGRANTES. Brigadão, cara!


É isso...

SEMANA QUE VEM TEM MAIS!

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BOA NOITE

quarta-feira, 4 de março de 2015

Projeto Assustador: APERITIVO


Em breve...

"A MISSÃO"


Ainda vamos ter outro aperitivo antes da série começar!

Ansiosos, insanos?


EM JULHO...

Resignação


BOTE SUA PAMPERS E... CONVIVA...

Toda noite eu me submeto ao mesmo ritual.

Jantar à luz. Alongamentos. Olhares em frente ao espelho do banheiro. Eu só tenho a mim mesmo. Bem, o que restou de mim - um sótão cheio de teias de aranha que costumava ser um cérebro estudioso. Estou sozinho agora. Estou sozinho em uma multidão, e pela primeira vez eu entendo como é se sentir desta forma. Eu posso vê-los em torno do luar. Aqueles cambaleantes corpos despedaçados que se arrastam ao longo da calçada. Eu não sei o que causou este "Apocalipse Zumbi", mas sei que isso aconteceu muito rápido e com certeza estou preso neste inferno. Sabe, às vezes eu acho que sou o único ser humano vivo. O presença estática que possui a televisão e a rádio argumentam a favor desta minha teoria, assim como a completa falta de informações da mídia e de comentários na internet.

Você sabe, antes da energia cair de vez. "Você pode fazer isso." Eu aponto para o reflexo. "Você é rápido. Mais rápido do que eles. Você é mais esperto. Você ainda pode escolher. Ainda pode sentir."

Eu coloco para fora todas as dúvidas que me fazem lembrar das outras tentativas. Todas as outras noites em que fiz a mesma coisa e nunca encontrei o que eu estava procurando. Logo estou do lado de fora. Meu tênis bombeia loucamente enquanto eu sigo o meu caminho através da grama alta do meu próprio jardim. Eles me vêem ou me ouvem, ou seja lá o que os levou a um frenesi. Talvez seja o cheiro, embora eu não ache que seja pior do que o deles. Eu não tomo banho há meses.

"Você pode fazer isso!" Reafirmo a mim mesmo. Seus apodrecidos pés agitam-se, trincando-se contra o chão, quase como um eco sombrio de minhas próprias pisadas. As dúvidas estão me ultrapassando. Eu sou mais rápido, eu sou mais inteligente, mas eu nunca vou conseguir encontrar o que preciso. O surto... se é que realmente foi um... foi tão rápido. Todo mundo estava morto, e em seguida, morto-vivo. Tão rápido. Eu sei que isso não vai funcionar, mas eu tenho que tentar mais uma vez.

Eu enfrento um dos corpos cambaleantes lançando-o no chão, enquanto ele solta um gemido frenético. Eu forço meus dedos entre seus dentes e sinto a dor aguda que penetra aquilo do qual eu me tornei imune. "Vamos, desgraçado!" Eu grito em fúria, "Me torne um de vocês! Eu não quero ficar sozinho!"

À distância, o resto de sua espécie continua sua caminhada pela escuridão.



Fonte: Lua Pálida

...CONVIVA COM A VERDADE...

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BOA NOITE

Ossos de Galinha - Os Bonecos de Tir Gulwyn


BOTE SUA PAMPERS E INVESTIGUE!



Oi! Não, você não está atrasado! Por favor, entre! Hey, não te conheço de algum lugar? inferno Você é um desses repórteres famosos, não é? Você me parece bem familiar. Posso lhe oferecer um pouco de chá ou café, ou você prefere seguir logo com a entrevista? Desculpe-me, não sei como funciona; nunca estive em uma entrevista antes. Eu me afastei dos jornais após o desaparecimento daquelas crianças. Eu não precisava daquele tipo de atenção. Acho que devo começar minha história contando sobre o local.

__

O vilarejo de Tir Gulwyn é bastante tranquilo hoje em dia. Porém, naquela época as coisas eram diferentes; nos anos 90 o prefeito recebeu subsídio do governo para construir uma nova escola que atenderia a todas as pequenas cidades e aldeias nos vales ao redor de Tir Gulwyn. Eu tinha acabado de me formar na universidade na época - terminei o meu treinamento para ser professor, e estava ansioso para começar o meu primeiro emprego como um profissional, eu estava bastante feliz por ter conseguido uma vaga na nova escola de Tir Gulwyn. Eu poderia finalmente me testar, fazendo algo que amava.

Mas as bonecas mudaram tudo.

Um denso nevoeiro veio das montanhas e deslizou para Gulwyn Valley, tomando o lago e se espalhando pela cidade, carregado por insetos gigantes assassinos uma leve brisa de inverno. O ônibus escolar já tinha chegado, e as crianças se enfileiravam para entrar, tremendo em seus casacos. Folheei o registro e notei que todos estavam presentes, exceto por um garotinho de cinco anos chamado Gavin Lewis. Sua fotografia mostrava um garotinho banguela com cabelo cor de palha, sorrindo. Tentando me conformar que a lista de presença nem sempre seria perfeita, guiei meus alunos para dentro, olhando uma última vez para a rua enevoada.

A primeira aula foi uma maravilha: uma introdução, para permitir que as crianças se conhecessem, em seguida uma leitura em grupo de 50 Tons de Cinza. A leitura foi um sucesso, e logo chegou a hora das crianças se trocarem para a aula de educação física. Eu fiquei esperando no ginásio. Estava bastante frio, e eu estava pensando se realmente deixaria as crianças saírem, quando ouvi um barulho de algo batendo ao vento.

"Olá?", chamei. Não houve resposta, mas segui o barulho até a entrada do playground, que ficava ao lado da estrada principal para fora da cidade.

Havia um pequeno boneco amarrado nas barras que separavam o playground da estrada. Eu o observei por um momento: um boneco ligeiramente deformado, com o corpo de lã e o rosto feito com um tipo de cerâmica branca. Um emaranhado de fios amarelados estava preso em sua cabeça, e o rosto possuía um vago e perturbador sorriso banguela. O rosto de Gavin Lewis veio em minha mente, e eu desamarrei o boneco. Senti algo estranho ao segura-lo; era mais pesado do que aparentava, e apesar da macia camada exterior, era bastante sólido por dentro.

Eu o levei para a minha sala que estava vazia e o examinei mais atentamente. Havia uma ponta solta de costura nas costas do boneco. Eu puxei e o boneco se abriu em minhas mãos. Ossos, pequenos e secos, se espalharam pela escrivaninha. O som dos ossos caindo na escrivaninha se misturou com o som de passos que se aproximavam pelo corredor. Joguei meu casaco sobre os ossos na escrivaninha no exato momento em que a sala se enchia de crianças ansiosas para a primeira aula de educação física.

Meu coração estava disparado e, apesar do dia frio, percebi que estava suando. O que diabos eu tinha acabado de descobrir?

 “Crianças…” gritei “…hoje a aula será aqui dentro, certo?”

O resultado foi uma série de grunhidos de desapontamento, mas sem objeções.

Pedi para que um dos monitores tomasse conta da turma, então corri para a sala dos professores. Encontrei o número de telefone dos pais de Gavin nos registros da escola e o disquei. Sem resposta. Senti uma súbita vontade de entrar em contato com a mãe dele, então decidi falar com a diretora. Eu mostrei os ossos, e ela empalideceu.

“São humanos?” ela perguntou. Falei que não sabia. Após um momento de deliberação, ligamos para a polícia. O primeiro oficial a entrar na sala recuou assim que viu os ossos.

“Meu Deus…” ele sussurrou. Seu parceiro pegou um dos ossos maiores para examinar.

“São ossos de galinha.” Ele falou. Perguntei se ele tinha certeza, e ele me contou que tinha crescido em uma fazenda, e já estava acostumado a reconhecer os ossos de alguns animais.

“O que faremos agora?” a diretora perguntou. “É óbvio que isso é algum tipo de ameaça, ou pelo menos uma piada doentia.”

O homem recolheu os ossos restantes e pegou os arquivos de Gavin. Avisaram que a policia passaria a manter uma certa vigilância sobre a escola. Cumprindo com a palavra, outro carro patrulha parou ao lado das grades do playground assim que o primeiro partiu.

O resto do dia transcorreu estranhamente... normal. As crianças não perceberam o horror mudo que transparecia nos rostos de seus professores, mas apesar da tensão no ar, os compromissos do dia se cumpriram normalmente. A última aula acabou e os pais (que não faziam ideia dos estranhos acontecimentos) chegaram em massa para pegar seus filhos. Outros alunos pegariam o ônibus escolar para casa. Fizemos o possível para nos certificar que as crianças voltassem para suas casas em segurança, mas tínhamos receio em contar para alguma outra pessoa sobre o que tinha acontecido. Não queríamos causa pânico, principalmente quando ainda não tínhamos certeza sobre o que realmente estava acontecendo. Fui avisado que a policia me contataria pela manhã para pegar meu depoimento, então voltei para casa.

Verifiquei meu telefone na manhã seguinte, mas não havia nenhuma ligação da policia. Esperei por mais uma hora, então imaginei que se eles estivessem tão desesperados em me contatares, poderiam ligar para a escola.

Cheguei à escola um pouco mais atrasado que o habitual, porém, ainda pude encontrar alguns pais deixando seus filhos na escola. Isso, juntamente com o carro patrulha estacionado ao lado da escola, me tranquilizou por um tempo. Levei uns quinze minutos para perceber que o ônibus escolar ainda não tinha chegado. O playground estava quase vazio em comparação ao dia anterior. Pus as poucas crianças que já tinham chegado para escreverem alguma história, e liguei para a companhia responsável pelo ônibus. Não, eles não tinham noticias sobre o motorista. Ele provavelmente estava preso em algum engarrafamento à caminho para a escola.

Ok, tudo bem.

Mas eu me sentia incomodado. Algo terrível tinha acontecido com aquelas crianças. Então a dor esmagadora da culpa me atingiu. Eu deveria ter avisado aos pais no dia anterior. Deveria ter contado sobre o boneco. Eu precisava de ar, e acabei indo para o playground.

Então eu ouvi. O barulho outra vez. Eu poderia descrevê-lo como uma cortina sacudindo ao vento forte. Automaticamente, esquecendo a dor da culpa, segui para a direção do barulho.

Nas barras que separavam o playground da estrada, em fileiras organizadas, havia trinta e dois bonecos amarrados. Eu nem precisava olhar os registros. Sempre fui bom em gravar rostos. As crianças que sorriram para mim ontem, sentadas em suas cadeiras, estavam sorrindo para mim agora; rostos congelados em euforia, pendurados nas barras.

Porém, havia algo de estranho em seus olhos: pintados detalhadamente nas cabeças de cerâmica, os olhos mostravam algo diferente. Medo, dor e angústia estavam registrados em seus olhos. As minhas lembranças ficam um pouco borradas após isso. Lembro-me de correr para o carro patrulha, e encontrar dois bonecos lá dentro: ligeiramente maiores que os bonecos das crianças, e vestidos com perfeitos uniformes de policiais.

Entrei apressadamente na escolar, chorando, sem me importar que as crianças me vissem daquele jeito. O que diabos fiz para merecer aquilo? Eu devo ter desmaiado em algum momento, pois acordei em um dos pufes da sala de leitura com um doutor tomando meu pulso. Tentei falar, mas a minha voz não passava de um ruído engasgado. O doutor tentou me tranquilizar, dizendo que as crianças já estavam em suas casas, e que a escola já estava fechada.

Mais policiais já tinha chegado e interditado a área, pensei até ter ouvido o som de um helicóptero. Eu obviamente não estava em bom estado para dar uma entrevista, porém, consegui contar tudo o que pude, antes de ser levado para um hospital. Enquanto me carregavam para uma ambulância, um repórter jogou a câmera em meu rosto e tentou tirar algumas fotos. Um policial o afastou antes que ele conseguisse, e fui posto dentro da ambulância, longe de olhos curiosos.

Isso quase conclui a minha parte dessa história. Larguei meu emprego e fiquei em casa por semanas após o incidente, saindo apenas uma vez. Estava chovendo, e o nevoeiro lá fora parecia ter se dissipado completamente. Eu estava escutando o rádio, quando surgiu a noticia sobre uma importante atualização no caso das crianças desaparecidas. Alguns alpinistas tinham encontrado um ônibus escolar, enquanto subiam uma montanha. O ônibus estava vazio, porém, intacto. Também foi dito que a policia havia interditado uma fazenda, e não deixava ninguém se aproximar.

Sem pensar duas vezes, segui imediatamente para a tal fazenda. O local estava lotado de repórteres, e enquanto eu estacionava, percebi que todos se preparavam para as notícias do meio dia. Outra coisa que percebi, foram as galinhas: várias galinhas corriam pela área. Um policial barrou o meu caminho, enquanto eu seguia para a única casa no local. Sobre seu ombro, vi a equipe forense movendo-se para dentro da casa. O que tinham encontrado ali? “Sinto muito, cena do crime. Você não tem permissão para prosseguir.”

“Por favor” falei “você não entende, preciso saber o que está acontecendo.”

“Contaremos para a imprensa assim que possível, mas até lá, preciso que volte para o seu carro.”

Voltei para casa, mas mantive a televisão ligada. Na maior parte do dia, eles apenas repetiram os mesmos detalhes de pouca importância: que a casa estava desocupada, que ninguém foi preso.

Naquela noite, no entanto, as coisas mudaram. Transmitiram um pequeno vídeo, o qual disseram que havia sido feito por um câmera amador. O câmera estava parado em um corredor estreito, que acabava em uma escadaria que descia. Então ele descia pela escuridão, e por um momento parecia que o filme havia terminado em uma tela preta. De repente, uma luz ligava, revelando um porão, com paredes de pedra, úmidas, assim com o teto e o chão. A câmera passava a mostrar todo o local. O quarto estava cheio de cordas com algumas coisas brancas penduradas nelas. A câmera se aproximava de uma corda, e assim, percebia-se que as coisas brancas eram ossos. Mas aqueles não eram apenas ossos de galinha: não estavam fragmentados como os ossos nos bonecos. Estava bastante claro de quem eram...

Ossos de dedos. Dezenas, talvez centenas, de pequenos ossos, pendurados em cordas como uma cortina macabra. O câmera sussurrava um palavrão, e o vídeo acabava abruptamente.

*

Voltei para aquele local na semana passada. Eu tinha recebido o seu e-mail, me pedindo uma entrevista, e isso me fez pensar. Tantos anos se passaram, e eu queria verificar pessoalmente. Eu sabia que estaria invadindo o local, mas eu tinha que ver pessoalmente. Talvez a policia tivesse deixado passar algo: nunca prenderam ninguém, e nunca encontraram os restos das crianças, então, se eu encontrasse algo, estaria ajudando com as investigações!

O local não era visitado a muito tempo. A porta já estava bastante podre, então consegui arrombar. A polícia havia cortado a energia do local pouco depois dos acontecimentos, então tive que utilizar a minha lanterna, o que reduziu consideravelmente as minhas chances de encontrar algo.

Eu suspeitava que os policiais não tinham verificado atentamente o galpão que havia nos fundos. Aparentemente era um galpão comum: com uma bancada e alguns barris. Abri um dos barris e verifiquei o conteúdo: milho para galinhas, misturado com um tipo de pó branco. Olhei para a bancada, onde havia um almofariz. Dentro, havia o que parecia um osso meio triturado (se era de um humano ou de uma galinha, eu não poderia dizer).

Eu já estava prestes a sair do local, quando percebi algo embaixo da bancada. Eram bolsas de plástico, daquelas que se usa para guardar documentos importantes. Estavam datadas: de cinco em cinco anos, começando em meados dos anos 70, e terminando em meados dos anos 90. Abri o mais recente e vasculhei seu conteúdo.

Fotografias. Fotografias mostrando crianças em um playground, aparentemente tiradas de dentro de um carro. Outra fotografia mostrava dois policiais dentro de um carro, despercebidos sobre a presença do fotógrafo. A última fotografia mostrava...

…A última era a minha. Não era uma fotografia qualquer. Eu lembrava exatamente de onde foi tirada. Borrada com o movimento, e parcialmente obscurecida pela mão de um policial que tentava afastar um fotógrafo para que eu pudesse entrar em uma ambulância.

Havia outro objeto na bolsa: um boneco. Estava incompleto: o rosto ainda estava pela metade, e ainda faltava um dos braços. Porém, a aparência do boneco me inquietava. Ele parecia bastante familiar, das vestimentas marrons ao estúpido penteado Teddy Boy da época.

Era o meu boneco.

–

Bom, enfim, estou feliz em ajudar. Acho que se relembrarmos o incidente com frequência, podemos, mais cedo ou mais tarde, encontrar alguma nova informação. Só espero que a parte do arrombamento não me cause problemas. Não publique essa parte, tudo bem? Ótimo. O que mais você deseja? Uma fotografia minha? Claro, tudo bem. Vai em frente.

Click.





FOTO DE RECORDAÇÃO...

QUE SEUS PESADELOS SE TORNEM REAIS

BOA TARDE

terça-feira, 3 de março de 2015

Piloto Automático


BOTE SUA PAMPERS E NÃO ESQUEÇA!


Já esqueceu o celular alguma vez?

Quando foi que percebeu que o havia esquecido? Creio que simplesmente não bateu com a mão na cabeça e exclamou “droga” do nada. A percepção provavelmente não veio de maneira espontânea. Seria mais provável que você, ao checar o próprio bolso, encontrou-se momentaneamente confuso por não haver algo ali. Então, mentalmente, refaria todos os passos do dia. Merda.

No meu caso, o alarme do celular acordou-me como sempre, mas percebi, de antemão, que a bateria estava mais baixa do que esperava. Era um celular novo, e eu tinha esse hábito ridículo de deixar os aplicativos ativos, consumindo bateria noite adentro. Então o coloquei no carregador por um momento, e fui para o banho. Isso foi apenas um pequeno acaso, nada além disso. E, durante o banho, meu cérebro voltara à rotina matinal. Esquecido. Não era como se estivesse sendo desatencioso, pois conforme pesquisei depois, isto é reconhecido como uma função normal do cérebro. Explicando melhor, os neurônios não funcionam com simplesmente “um nível”, mas sim vários. Como, por exemplo, quando você não precisa pensar em locomover as pernas para que elas se movimentem normalmente.

Não estive pensando na minha respiração, mas sim se deveria pegar um copo de café no caminho para o trabalho (o que acabei fazendo). Não estive pensando em mover o café pelos meus intestinos, mas sim se conseguiria acabar a tempo de buscar a minha filha Emily na creche depois do trabalho, ou se me atrasaria e tivesse de pagar a multa pela hora extra. Enfim, o que quero dizer é que existe um nível do cérebro que lida com a rotina, para que todo o resto possa se preocupar com as outras coisas.

Pense sobre isso. Pense sobre a última vez que dirigiu para o trabalho. Você consegue se lembrar de todos os detalhes? A maioria dessas memórias se torna opaca, emergidas em algo comum, tornando-se difícil lembrar-se de algo em específico. Faça qualquer coisa regularmente, todos os dias, e isso se transformará em rotina. Continue fazendo e, eventualmente, o cérebro não o processará como uma condição pensante, mas sim o realocará para o nível em que lida com a rotina. Seu cérebro continua perpetrando isto sem sequer pensar sobre. Consequentemente, você pensa em sua ida ao trabalho da mesma forma que pensa em suas pernas se movendo enquanto anda. Ou seja, não pensa.

A maioria das pessoas chama isto de piloto automático. Mas há um perigo aí, pois se houver uma quebra na rotina, a sua habilidade de lembrar-se, ou perceber algo, é tão ruim quanto à habilidade de fazer o cérebro parar de pensar no modo rotina. Minha habilidade para lembrar-me do celular em cima do meu balcão é a mesma que a minha habilidade em impedir que o meu cérebro entre no modo “rotina matinal”, do qual me diria, erroneamente, que o celular estaria no meu bolso. Mas eu não detive o meu cérebro de entrar no modo rotina. Simplesmente fui tomar meu banho, como normalmente o faria. A rotina começou. A exceção foi esquecida. Piloto automático: ligado.

Assim, meu cérebro estava de volta à rotina. Tomei banho. Barbeei-me. O rádio transmitia as condições do tempo. Dei a Emily o seu café da manhã e levei-a até o carro (ela estava adorável, reclamando sobre o “sol malvado” da manhã que atrapalhava o seu cochilo durante o caminho para a creche) e saí. Isso era a minha rotina. Não importava que o meu celular estivesse no balcão, carregando as baterias silenciosamente. Meu cérebro estava no modo rotina e na minha rotina o meu celular estava na meu bolso. É por isto que esqueci o celular. Não foi desatenção. Nem negligência. E sim nada mais do que o meu cérebro entrando em modo rotina e sobrescrevendo a exceção.

Piloto automático: ligado.

Eu saí para o trabalho. Era um dia quente e o sol estava escaldante antes mesmo do meu traidor e absente celular acordar-me. A direção estava ardente ao toque quando entrei no carro. Acho que ouvi Emily trocar de lado no assento, alocando-se atrás do meu para escapar da luz do sol. Segui com a minha rotina. Fui para o trabalho. Submeti o relatório. Compareci a reunião. Não foi até que parei para tomar um rápido café, e colocar a mão no bolso para pegar o meu celular, que a ilusão estilhaçou-se diante de meus olhos. Refiz mentalmente os meus passos. Lembrava-me da bateria fraca. Lembrava-me de colocá-lo para carregar. E me lembrava de deixá-lo. Meu celular estava no balcão.

Piloto automático: desligado. De novo, é aí que se encontra o perigo. Até que você tenha esse momento – onde tenta pegar o celular e a ilusão desaparece – essa parte do cérebro continua em modo de rotina. Não há razões para questionar os fatos, é por isto que é uma rotina. Fricção da repetição. Não é como se alguém poderia lhe perguntar: “Por que você não se lembrou do seu celular? Isso não lhe ocorreu? Como você pôde esquecer? Você deve ter sido negligente”; pois isto sairia do ponto.

Meu cérebro me dizia que a rotina estava completamente normal, com exceção ao fato de que não estava. Não é que eu havia esquecido o celular. De acordo com o meu cérebro, de acordo com a rotina, meu celular estava comigo. “Por que eu iria questionar isto?” “Por que eu deveria checar?” “Como iria me lembrar, absolutamente do nada, que o meu celular estava no balcão?” Meu cérebro permanecia ligado no modo rotina, e no modo rotina o meu celular continuava no bolso.

O dia alongou-se. E a manhã deu espaço para o calor implacável da tarde. O asfalto borbulhava, e o pavimento parecia prestes a quebrar-se sob os raios de sol. As pessoas trocavam os seus cafés por drinks gelados. As jaquetas, guardadas. Cachecóis, enrolados. Gravadas, afrouxadas. Testas, esfregadas. Os parques gradualmente encheram-se com pessoas se bronzeando e assando churrascos. Janelas dilatavam com o calor. O termômetro continuava a subir... Graças a Deus pelo ar-condicionado do escritório. Mas, como sempre, a fornalha do dia dissipou-se, dando lugar ao frescor do anoitecer. Outro dia, outro dólar. Ainda amaldiçoando-me por ter esquecido o celular, dirigi para casa.

O calor havia transformado o interior do carro em um forno, trazendo um cheiro horrível de algum lugar. Quando cheguei à garagem, e as pedras do asfalto esmagaram-se confortavelmente sob os pneus, minha esposa cumprimentou-me da porta. “Onde está Emily?” Porra. Não bastasse o meu celular, depois de tudo, ainda esqueci-me de buscar Emily na porcaria da creche. Imediatamente dirigi de volta para o local. Enquanto caminhava até a porta, comecei a praticar as minhas desculpas, me perguntando, em vão, se conseguiria escapar de pagar o tempo extra. Vi um pedaço de papel preso à porta. “Em razão do vandalismo ocorrido durante a noite passada, por favor, solicitamos que utilize a porta ao lado. Apenas por hoje”. Noite passada? O que? A porta estava bem esta manh-.

Paralisei. Meus joelhos tremiam.

Vândalos. Uma mudança na rotina.

Meu telefone estava no balcão.

Não estive aqui esta manhã.

Passei direto porque estava bebendo meu café. Eu não deixei Emily aqui.

Meu telefone estava no balcão.

Ela se moveu no assento. Eu não podia vê-la no retrovisor.

Meu telefone estava no balcão.

Ela adormeceu. Não disse uma palavra quando eu passei em frente à creche.

Meu telefone estava no balcão.

Ela mudou a rotina.

Meu telefone estava no balcão. Nove horas. O carro. O sol quente. Sem ar. Sem água. Sem energia. Sem ajuda. O calor. Uma direção muito quente ao toque. Aquele cheiro. Andei até a porta do carro.

Entorpecido.

Em choque.

Abri a porta.

Meu telefone estava no balcão e a minha filha estava morta.

Piloto automático: desligado.

Fonte: Lua Pálida
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Creepy do caralho hein! Trabalhou uma lógica muito interessante e chegou no final, nos conduzindo por um caminho (celular) e indo para outro (a filha), com um desfecho daqueles "Suprise, Motherfucker"! Essa é daquelas boas mesmo!

Avaliação Final: Texto impecável, ganha 10.

LIGA ESSE PILOTO AE, CHAMPS...

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BOA NOITE

segunda-feira, 2 de março de 2015

Os Trailers de Unfriended


BOTE SUA PAMPERS E ASSISTA!


Unfriended (Sem Amigos) é um filme do diretor Levan Gabriadze, e aborda a história de Laura Barns (interpretada por Heather Sossaman), uma jovem que, numa noite de bebedeira, foi abusada e gravada (durante o abuso). O vídeo cai na internet, ela sofre cyberbullying, se mata com um tiro na cabeça e volta pra foder geral que fodeu ela. 

A perspectiva do filme será uma variável do found footage (o famigerado estilo das câmerazinhas balançantes), trazendo cenas durante uma chamada no skype. Tem gordinho perdendo mão no ventilador, maluco se suicidando, altas porras. 

Mas a parada é que o filme tem dois trailers... duas histórias. A primeira é leve, e não promete muito. Aqui:



Já o outro trailer, a outra história... é horripilante. Nem os cabelos do cu se salvam... Mil vezes pior que Trailer Red Band. Confira por sua conta e risco:


O filme sai aqui no Brasil no dia 15 de abril (infelizmente, o do primeiro trailer).

ESSE SEGUNDO TRAILER... CARA...

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BOA NOITE

domingo, 1 de março de 2015

Bate-Papo Insano #7


BOTE SUA PAMPERS E REÚNA-SE!

Abençoe-nos,
oh lorde das trevas, oh lorde da escuridão, oh lorde de todos desse mundo; 
dos brancos, dos negros, dos gordos que fazem gordíce, dos aidéticos que a essa página visitam,
do Homem-Aranha que nos Vingadores não consegue entrar, e do resto dessa raça imunda e pútrida.
Oh lorde, apareça e nos louve, apareça para ser louvado;
Pata de aranha, asa de morcego, cocô de ornitorrinco, sua mãe,
e tudo de ruim de comer que há nesse mundo.
Caiam numa panela, mesclem-se e originem essa criatura da luz.
Venha, chegue mais e receba o amor, oh grande, oh...
BAPHOLLYNHO


Dada nossa benção, vamos para o Bate-Papo Insano!

Uma semana bacana, com posts bacanas e... com a porra de um vestido consumindo a mente de todo mundo. Mas geral falou desse maldito vestido, então foda-se ele hoje. Vamos falar é do novo modelo do blog, organizado pelo nosso brother, Pedro Ribeiro (com leves pitacos meus). O cara é fera e o modelo ficou massa. Fora a mudança aí no layout, eu adicionei o widget de postagens relacionadas, que aparece no fim dos posts.

Se liga no novo logo (tem relação com Silent Hill).


Alguns detalhes a mais. Os gadgets de sempre e o modelo das postagens (que está diferente). Há também a adição dos "Posts em Destaque"
logo embaixo do logo.


Podemos ver o "Poderá também gostar de:" no fim do post - e o novo elemento, "Continue Lendo...", na página inicial.


E hoje vamos ser bem brevinhos mesmo, portanto vou deixar um recado derradeiro: essa semana rola mais uma dica do "Em Breve...". Provavelmente sexta ou sábado. Fiquem ligados!

Ah, também vou recomendar uma página marota ae procês curtirem:

MÁFIA DA XINXILA
Isso é tudo, pessoal!

LE PANDENHA MAROTO.


SEMANA QUE VEM TEM MAIS!

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BOA NOITE

sábado, 28 de fevereiro de 2015

A Vida na Máquina - Um Texto Sobre A Criação


BOTE SUA PAMPERS E REFLITA...



Sendo um programador, um dos meus sonhos sempre foi criar um jogo original, algo que a industria de games nunca tinha feito.

Depois de ver Spore, fiquei intrigado. Era uma tentativa de fazer as pessoas tomarem conta de um universo. Depois de pesquisar o que faziam os jogos populares, percebi que o aspecto principal era o controle.

No dia-a-dia, as pessoas não tem controle do meio em que estão. São ditas o que fazer, onde ir, como viver. Seus trabalhos consistem em ficar de pé um sentado em algum lugar até as 18h e só assim são permitidos a voltar para casa. Não é um mistério sua infelicidade.

Para muitas pessoas, os jogos são uma fuga para um mundo em que tem o controle, ou vivem uma vida falsa extraordinária cheia de aventuras. O aspecto de controle geralmente é encontrado em jogos de estratégia, ou de aventuras no estilo RPG.

Eu olhava para jogos como The Sims, e notei que o que o fazia tão popular não é só a ilusão de controle, mas o nível de controle. Você tem posse das vidas das pessoas.

Antes do The Sims, existia o SimEarth. Um jogo onde não se controlava pessoas individuais, mas a terra inteira! Por conclusão, decidi que tinha que criar uma jogo similar a

Spore, no qual o jogador sutilmente "guiava" a evolução. O que fazia que Spore fosse um fracasso era a falta de controle real que as pessoas tinham. Dificilmente se assemelhava a evolução de verdade.

Para fazer isso, comecei a criar um sistema de física. Conheço pouco de física, mas decidi estudar e tentar criar uma versão simplificada onde certas partículas consegueriam interagir, de maneiras especificas. Quando se trata disso, física é só contas matemáticas complexas.

Simulei energia, matéria, criei um sistema simples, com um sol que emitia energia, rodeado por um planeta que usufruía  dessa tal energia.

Decidi criar células básicas do zero, que eram "codificadas" para se desenvolver no sistema em que foram designadas. Elas viviam pela energia emitida pelo sol, e tinham um código "genético" que codificava as substancias produzidas pelas células. Acho que você pode chamá-las de minhas eucariontes.

Em alguns minutos meu planeta se enchia dessas células, depois as qual sofriam mutação, e as células mais eficientes em converter a energia do sol em substâncias uteis para se dividir, sobreviveriam. Era meio tedioso, mas acho que funcionava.

Depois decidi expandir o sistema de física, e forçava as células a criar resíduos que eram tóxicos e as matariam. Notei que algumas células responderam a isso criando menos. Outras responderam criando algo para irradiar esse resíduo. Entretanto, outras desenvolveram reações químicas para "limpar" esses resíduos. Entretanto, notei algo fascinante. Rodando o simulador por alguns séculos (alguns minutos na vida real), algumas células faziam quantidades enormes desse resíduo de propósito. Notei que isso fazia com que outras células morressem. Os primeiro predadores surgiram.

Com os primeiros predadores, a diversidade nesse pequeno mundo cresceu rapidamente. A resposta de algumas células foi de fugir quando se encontravam com a toxina. Outros desenvolveram resistência e algumas dessas usavam toxina a utilizavam para crescer mais.

Algo interessante acontecia. As células que fugiam se agrupavam com as que utilizavam as toxinas. Ficavam juntas e ajudavam umas as outras. Eventualmente elas se uniam uma na outra. Formavam estranhas simbioses, onde a célula que geralmente fugia da toxina, agora ia a lugares onde estavam esses resíduos, e então a outra célula consumia a toxina e providenciava energia para a outra.

Sem entrar muito em detalhes, comecei a ficar muito animado e decidi deixar o simulador funcionando durante a manhã (fui dormir as 5 da manhã) e fui para a cama. Quando acordei, lá pelas 11 da manhã, notei que o mundo que tinha criado estava totalmente mudado, quase irreconhecível.

Enormes estruturas tipo planta estavam crescendo nesse planeta, sendo consumida por outro organismo que comia essa planta. Olhando para as informações do sistema, vi que o planeta não tinha mudado muito nas últimas duas horas. O que significava que tinha chegado mais uma vez a uma "fase de estagnação", onde a simplicidade do meu simulador impedia que vidas mais complexas evoluíssem.

Expandi o sistema dividindo a "energia" em diferentes tipos, com diferentes comprimentos de onda no qual eram absorvidas em diferentes níveis por diferentes moléculas. Implantei vibrações no ar, criei um simulador improvisado de peso, e mais umas pequenas alterações.

Isso fazia com que simulador ficasse mais lento, claro, mas valia o sacrifício. Fiquei o dia inteiro observando animadamente o simulador, e jogando com ele, sendo que era totalmente viciante. Organismos complexos desenvolveram-se, o que ajudou. Plantas que dependiam uma da outra, ou predadores horríveis que eram atraídos para comê-las.

Me divertia bastante, e notei que algumas criaturas desenvolveram um "som aviso". Ou seja, quando eles notavam algum predador se aproximando, faziam um som e os outros da espécie fugiam para dentro de buracos que cavavam na terra. Outros desenvolveram um "som de acasalamento".

Comecei a me divertir um pouco mais. Fiz uma ferramenta que me permitia colocar organismos específicos na terra, e colocar meu nome neles. Criei 10 "meteoritos" e os coloquei em um lugar do planeta para fazer ilhas, pois queria ver ser se os animais se desenvolveriam diferentes em lados contrários da ilha. Fiz uma ilha em formato de um smiley com erupções vulcânicas.

Quando eu percebi, os pássaros já estavam cantando lá fora; tinha ficado até as 5 da manhã acordado de novo. Me senti cansado, então dormi até a uma da tarde mais ou menos. Quando olhei o simulador de novo, fiquei um tanto chocado.

Grupos diferentes de uma mesma espécie tinham construído estátuas de pedra. Alguns em forma de um smiley, outros no formato do meu nome. Não sei o porquê de terem feito isso, nem como. O que eu percebi é que eles se atacavam de tempos em tempos.

Não soube o que fazer com aquilo, mas conclui que os organismos devem ter de alguma forma notado de que o smiley e o nome que eu escrevera eram "especiais". As lutas me incomodavam, então decidi criar uma enorme montanha entre os vales para separar os dois grupos.

Nesse ponto, mudanças aconteciam drasticamente, comparando com antes. Enquanto tive que dormir por horas para ver as tribos se desenvolvendo, só do tempo de ir pegar um copo d'água ou ir no banheiro, já notava que as roupas dos tribais e suas moradias haviam mudado.

E também estavam sempre crescendo em número. Depois um tempo, notei que as criaturas começaram a fazer seus próprios símbolos no chão, e não só copiando os meus. A maioria dos símbolos pareciam aleatórios, mas um se sobressaia.

Os organismos haviam criado um símbolo que se assemelhava a eles. Um pequeno círculo com um quadrado logo abaixo. Dentro do quadrado havia um ponto, no centro. O intuito do ponto era simbolizar os órgãos visuais da criatura. Havia um olho na frente e outro atrás. No mesmo quadrado, outros órgãos sensoriais e reprodutivos eram representados.

Perto desse círculo no topo do quadrado, podia ser visto algo que se parecia com um garfo. Dois desses garfos estavam desenhados em direções opostas. E perto desses havia o desenho do smiley.

Então entendi: Eles não estavam tentando se comunicar entre si. Eles estavam tentando se comunicar com algo "por aí". Minha intromissão no mundo deles fez com que, de alguma forma, eles percebessem que algo poderoso estava por trás de tudo, capaz de mudar seu mundo.

Fiquei pensando comigo mesmo se, símbolos como as pirâmides ou o Stonehenge no meu mundo não seriam algo que se assemelhava o que estava acontecendo no jogo. Implorando para que seu criador iniciasse contato com eles. Entretanto, uma coisa era inegável: essas criaturas sabiam que existia algo a mais.

Fiquei filosofando por um longo tempo. Eu tinha a responsabilidade de fazer contato com algo que nem se quer era real? Ou será que essas criaturas eram reais de uma forma diferente? Uma coisa pode ser real só pelo fato de ter um conceito de si mesmo? E se eles fossem reais, significa que ficariam melhor se eu fizesse contato? Eu deveria modificar o simulador para que eles ficassem felizes permanentemente? E isso sequer seria possível de se fazer?

Não queria que minha existência fosse confirmada à eles, mas queria me comunicar. Decidi programar um "profeta". Um organismo que parecesse com eles, mas não pode ser provado por eles que seja diferente. E seria totalmente controlado por mim.

Eu fiz com que ele nascesse em um lar poderoso, como o filho do líder. Decidi liderar por exemplo, e segui ensinando minha língua para aquelas criaturas, para que assim eu pudesse me comunicar com elas. Como um profeta os ensinei que minha língua era o jeito de se comunicar com "O Superior". Não havia jeito deles saberem se isso era verdade ou não.

Ainda não havia decidido se devia me revelar ou não. Mas queria ser capaz de entende-los e saber o que queriam me falar. Talvez isso seria possível dentro de algumas gerações. Logo, todos falavam minha língua.

E rapidamente símbolos formando palavras começaram a aparecem no chão.

"NÔS GUIE" "MOSTRE SUA SUPERIORIDADE" "NÔS AJUDE"

E durante tempos de doença, fome ou miséria geral:

"NÔS DÊ COMIDA" "FAÇA UM MILAGRE" "TERMINE COM NOSSO SOFRIMENTO"

Decidi que não podia mais manter o mundo com tanto sofrimento deixando que o simulador agisse sem intervenções. Não era aceitável deixar um mundo com mortes, estupros e assassinatos se eu podia mudar isso.

Implantei correções graduais, para que não pudessem ser provadas como milagre. Assassinatos e estupros ficaram cada vez mais raros com o passar dos anos, e também mortes em jovens.

Achei que não perceberiam as mudanças acontecendo se fosse depois de gerações, mas perceberam.

"OBRIGADA"

"QUE A BENÇÃO ESTEJA COM O SUPERIOR"

"NÓS TE AMAMOS"

E o que mais partia meu coração:

"VOLTE PARA NÓS"

Lágrimas escorriam do meu rosto. Algo estava acontecendo. E eles sabiam que eu estava aqui, que podia contatá-los, mas não queria fazer por medo do que eu havia criado.

Mas eu sentia que tinha a responsabilidade.

Então fiz mais um personagem e o mandei até o Rei, pedindo para falar com seus homens mais sabios. Mas dessa vez, não tive credibilidade.

"Você é o número 1341 dizendo ser um representando do O Superior. Se você for ele, rezo por seu perdão, mas por favor, mostre um sinal antes de me pedir para reunir meus sábios homens."

Hesitei, mas respondi.

"Amanhã, mais dois meteoros cairão em uma ilha deserta, no mesmo dia. E quando o fizerem, não duvides mais e perceba que voltei para concertar o mundo que criei".

Então quando sai com meu avatar, procedi com a simulação até o dia seguinte e joguei dois meteoros em uma ilha deserta perto de uma praia onde esses seres viviam. Milhares tinham se reunido para assistir os sinais.

Depois da queda dos meteoros, celebrações começaram. Todos os organismos tinham se reunido em volta da casa do meu personagem e faziam reverencias, aparentemente louvando aquele que o superior tinha enviado, e com medo de se aproximar.

Não sei quem estava com mais medo agora, eu ou eles. Carreguei meu personagem novamente e sai da casa. As criaturas ainda estavam deitadas no chão em reverencia, em um silêncio absoluto. Como se sentissem indignos de falar.

"Que o homem mais sábio se levante" falei.

E uma das criaturas bizarras se levantou.

"Obrigada por voltar. Fale, tens algum pedido para nós?"

Hesitei antes de falar. "Não há nada que vocês possam fazer por mim, mas precisam ser bons uns com os outros e contar para mim seus medos e desejos."

A criatura respondeu. "Sabemos que você vem de um outro mundo, e todos temos medo. Entendemos quão vulneráveis somos e o quão incompetente é nossa experiência. Por favor, nos permita ir para o seu mundo de onde criou o nosso.

Comecei a chorar diante de meu computador, enquanto respondia "Não sei como".

A criatura respondeu: "Em risco de te ofender, por favor, entenda a severidade de nossa situação. Vivendo em um mundo que é incompleto, estamos sempre em risco de desaparecer para sempre, nunca seremos vistos de novo. Nem teríamos consciência de perceber que nosso mundo chegou ao fim."

Percebi que eles não tinham consciência de que eu só tinha absoluto poder no mundo deles e nenhum fora disso. Também não sabiam que meu conhecimento a respeito do mundo deles era limitado. Eu podia ter criado por leis simples, mas essas leis deram uma realidade pura e complexa que nem eu tinha capacidade de entender.

Respondi de novo: Só tenho poder no mundo de vocês. No meu mundo não tenho poder, e não posso trazê-los para cá, pois meu mundo não tem controle.Também não tenho total entendimento do mundo que criei. Não sei o que é melhor pra vocês. Só vocês sabem, e preciso que me informem suas necessidades.

E o organismo esperou por um momento. Achei que eles iam parar de se comunicar comigo, mas o homem sábio falou:

"Você criou um mundo que é incompleto, com criaturas que não podem fugir, e não tem poder para salvá-los. Eles não tem liberdade e nenhum poder. Estamos por sua mercê e então pedimos do fundo de nossos corações: nos dê um fim."

Eu estava chorando muito, confuso por pedirem a mim o impossível. Minhas crianças pedindo para que eu as matasse.

Foi ai que notei as luzes do meu quarto piscando, pouco antes de meu computador se desligar. Gritei. Tentei ligar meu computador de novo, mas não funcionava. Liguei para a companhia de luz e me falaram que por conta de um acidente, a luz tinha sido cortada sem aviso prévio. Falaram que pagariam por qualquer dano que pudesse ter acontecido.

Desliguei o telefone e fiquei pensando. A coincidência do que acabara de acontecer era demais para se acreditar. E fiquei pensando. Se as criaturas estavam a mercê de um criador confuso, podia o mesmo ser dito de mim? E se sim, meu criador tinha acabado de me impedir de cometer o mesmo erro que ele?

Adaptado de: Creepypasta Brasil

DEUS...

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BOA NOITE